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PASTELARIA PAZ

NOVANET

Augusto Pinz

PROFESSORA DIVULGA NOTA DE ESCLARECIMENTO

Eu, Denair Ortiz, professora nomeada através de concurso público no município de Canguçu, lotada na EMEF Cristo Rei, venho por meio desta nota esclarecer e tornar pública as atividades realizadas com os alunos da turma de Educação Infantil, nível A e B, no dia 13 de maio do corrente ano. 

Esclareço que, a minha atividade docente, sobre a Abolição da Escravatura, visa unir o conhecimento e o entendimento sobre a nossa cultura, de uma maneira simples e de fácil entendimento para a faixa etária dos alunos. 

A educação tem como fundamento a transformação da consciência por intermédio do conhecimento, a análise e a capacitação de pensar sobre a cultura do outro, podendo, assim, formar o entendimento da diversidade e do caminho para a desconstrução do preconceito. 

O preconceito, na raiz da palavra, é a formulação de um conceito sobre algo sem antes o conhecer. O preconceito consiste no prejulgamento de algo sem, de fato, conhecê-lo.

Dezenove anos depois de ser sancionada, a Lei 10.639/2003, que estabelece as diretrizes para incluir no currículo a obrigatoriedade de trabalhar história e cultura afro-brasileira, não posso aceitar que ainda esbarremos em desafios para desenvolver nosso trabalho pedagógico com atividades que apresentam a riqueza histórica do nosso país, devido ao total desconhecimento do desenvolvimento da aula, havendo desrespeito e depreciação do docente.

Peço desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas pela postagem no meu perfil no Facebook, postagem esta, que foi apenas um recorte da aula e se apresentou de maneira descontextualizada, mostrando-se de forma diferente ao propósito da aula. Para trabalhar com os alunos da Educação Infantil preciso usar uma linguagem adequada e de fácil entendimento. Ao realizar o planejamento da aula busquei referencial nos autores brasileiros que falam sobre o tema, na orientação da historiadora ynaê Lopes e nos filmes, por ela indicados.

Contextualizei o assunto e falei das lutas do povo afrodescendente, que mesmo enfrentando dificuldades não desistiu da liberdade. Fiz referência a alguns nomes importantes, escritores, juízes, médicos e tantos outros brasileiros da nossa história.

Foi trabalhado, também, a lenda do Negrinho do Pastoreio dentro do projeto “Ler para gostar de ler".

A ludicidade que se vê na produção dos alunos jamais se refere ao castigo que as pessoas sofreram e sim enaltece a LIBERDADE, palavra muito valorosa pra mim e que me fez escolher esta atividade no blog:lercomprazer_blogspot.com.

Após ter sido informada sobre a nota de repúdio das Comunidades Quilombolas de Canguçu, publicada na página do Canguçu em Foco, procurei informar a equipe gestora da Escola que, imediatamente entrou em contato com o setor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Cultura, e após uma conversa nas dependências da Escola, e ter sido esclarecido o fato, o pedagógico da SMEEC entendeu o propósito do meu trabalho, sendo que em nenhum momento houve a intenção discriminatória na atividade realizada.

Saiba o que motivou a nota clicando aqui

LEIA - Historiadora Ynaê divulga nota sobre ter sido citada em nota

Leia também: Secretaria de Educação de Canguçu divulga nota 


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