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PASTELARIA PAZ

NOVANET

Augusto Pinz

Historiadora Ynaê Lopes dos Santos divulga Esclarecimento.

 A historiadora Ynaê Lopes dos Santos entrou em contato com site Canguçu em Foco solicitando espaço para publicação após ver seu nome citado em nota de professora da rede municipal de ensino de Canguçu que foi apontada pelo movimento Quilombola por ter utilizado práticas pedagógicas desconexas com a realidade antirracista em atividades escolares. Ynaê foi citada em uma das notas e pediu para ter publicado o seguinte esclarecimento:

Sou Ynaê Lopes dos Santos, historiadora, professora da UFF e especialista no estudo da escravidão e das relações raciais nas Américas. Na última semana, fui notificada sobre uma reportagem que tratava de uma situação ocorrida no Município de Canguçu, no Rio Grande do Sul, envolvendo a professora Denair Ortiz e a atividade que ela elaborou com os estudantes do  EMEF Cristo Rei. 

Vi que na nota pública, a professora não só me cita nominalmente,como deixa entender que eu a orientei na elaboração da atividade. Venho por meio desta nota afirmar que não conheço a professora, e jamais faria qualquer atividade que expusesse pessoas negras na condição que ela propôs.  Na realidade, minha atuação se orienta na desconstrução de estereótipos que recaem historicamente sobre a população negra. Espero que se trate de uma má interpretação do meu trabalho, e não de uma tentativa de deturpar meus estudos e escritos. 

De todo modo, tendo em vista minha trajetória na luta antirracista e meu lugar de mulher e intelctual negra, gostaria não só de pontuar a ausência de qualquer relação minha com a referida professora e com a atividade por ela elaborada, mas salientar que essa situação me parece mais um exemplo de como o poder público, municipal, estadual e federal, deve fazer investimentos para que as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 sejam devidamente aplicadas, o que signifca oferecer formação a seus professores (que sofrem um sucatemaento sistemático) e elaboração de material pedagógico de qualidade. Saliento por fim, que a Secretaria de Educação do Município de Canguçu deveria estabelecer  diálogo com as comunidades quilombolas que existem no município, pois essas mesmas comunidades são portadoras de saberes fundamentais sobre a história negra na região. Uma ação conjunta, não só evitaria casos como este, como permitiria um olhar mais profundo de crítico da estrutura racista que nos ordena."


Leia também: A Pedido: Nota de repúdio das comunidades Quilombolas de Canguçu

E - Professora Divulga Nota de Esclarecimento


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