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PASTELARIA PAZ

NOVANET

Augusto Pinz

Em Junho campanhas combatem o trabalho infantil

A campanha “Não pule a infância”, é um convite à reflexão sobre as condições das crianças do nosso País, especialmente as negras e as de baixa renda.

O Ministério Público do Trabalho destaca que lugar da criança é na escola, no esporte, no lazer, na convivência familiar e comunitária e que é preciso desfazer o mito de que o trabalho infantil é bom para o futuro e dignifica o caráter.

Dados de trabalho infantil:

O último levantamento feito em 2019 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 1,8 milhão de crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil, o que representa 4,6% do total de pessoas entre 5 a 17 anos no Brasil.

Desse total, 66,1% são pretos ou pardos. A pesquisa também confirma o aumento da evasão escolar em decorrência do trabalho infantil. O percentual sobe de 3,4% (entre aqueles que não trabalham) para 13,9% (entre os trabalhadores mirins).

Para a procuradora Ana Maria Villa Real, “os dados mostram que o trabalho infantil tem cor, renda e classe social. São crianças ou adolescentes de comunidades periféricas”, explica.

No Ministério Público do Trabalho, os números seguem elevados. Em 2021, foram 1.807 Inquéritos Civis, 264 ações judiciais e 664 Termos de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) na área de combate ao trabalho infantil. 

Para mudar essa realidade, a coordenadora nacional defende a importância da conscientização e da “desmistificação” de conceitos ainda defendidos por parte da sociedade. “O trabalho infantil não pode ser romantizado ou naturalizado. Quando a criança ‘pula’ a infância e antecipa a fase adulta, ela perde o necessário período de desenvolvimento e de preparação para a vida adulta”, conclui.


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