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Leite diz que mudança de partido 'não me deixa confortável', mas é algo 'que eventualmente se impõe'

O Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), admitiu nesta segunda-feira (14) a possibilidade de concorrer à presidência nas eleições de outubro por outro partido. Ele é cotado para se filiar e disputar o pleito pelo PSD.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o tucano comentou sobre uma eventual saída do PSDB, partido no qual está filiado desde 2001 e o único em sua vida política, mas reconheceu que pode ser a única possibilidade de buscar um projeto nacional.


"De um lado, isso envolve uma mudança de partido, que é algo que não me deixa confortável, mas que eventualmente se impõe diante da necessidade de construir uma alternativa para essa eleição polarizada que está aí", afirmou Leite.

O posicionamento vai em linha diferente do que o próprio governador respondia quando questionado sobre concorrer à presidência desde que perdeu as prévias do PSDB - governador de São Paulo, João Doria venceu a disputa em novembro de 2021.

Em fevereiro deste ano, Leite descartou uma troca de partidos para disputar as eleições de outubro. "Eu jamais sairei", declarou, em evento interno do PSDB.

Na última quarta-feira (9/3), Rodrigo Pacheco, então cotado pelo PSD para concorrer à presidência, anunciou que desistiu da candidatura. Foi quando o nome de Leite ganhou força na sigla de Gilberto Kassab, como adiantou o blog da Andréia Sadi, em fevereiro.

Ainda à Rádio Gaúcha, o tucano disse que uma eventual chapa não depende de vontade pessoal e deve ser construída "em torno de um projeto" e que "é isso que eu estou conversando com diversas pessoas".

"Eu não quero viver com o sentimento de que eu poderia ter feito algo, mas não fiz. Então eu vou usar a pista toda que eu tenho pela frente até que eu sinta que a decisão se imponha", afirmou.

Segundo Leite, nas últimas semanas ele começou a "ser provocado a uma mudança de partido para poder viabilizar, talvez, um projeto alternativo a essa polarização que está aí", disse, ao se referir ao líderes das pesquisas para a disputa: Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

G1


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