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Augusto Pinz

A pedido do Ministério Público, Justiça determina o afastamento do prefeito de Canoas, Jairo Jorge


Atendendo a um pedido do MP (Ministério Público) do Rio Grande do Sul, o Tribunal de Justiça do Estado determinou, nesta quinta-feira (31), o afastamento do prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PSD), do comando do Executivo municipal. O vice-prefeito, Nedy de Vargas Marques, assumirá o cargo.

O afastamento ocorreu depois que o MP deflagrou, no início da manhã desta quinta, a Operação Copa Livre para investigar supostas irregularidades na prefeitura da cidade, localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre. Também foram afastados dos cargos um assessor direto do gabinete do prefeito, dois secretários (Saúde e Planejamento e Gestão) e dois servidores.

A ação, que visa combater o desvio de recursos públicos, contou com o apoio do 1º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar. Foram cumpridas 81 medidas cautelares contra 24 pessoas físicas e 15 empresas. Sete dessas empresas foram proibidas de contratar com o Poder Público.

Segundo o MP, as medidas cautelares foram cumpridas em endereços comerciais e residenciais, em instituições e órgãos públicos nas cidades de Canoas, Porto Alegre, São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Barueri (SP), Santana do Parnaíba (SP), Nova Iguaçu (RJ), Niterói (RJ) e Contagem (MG).

Entre os alvos das ordens judiciais, estão a sede da prefeitura de Canoas e o apartamento de Jairo Jorge. Segundo o MP, há uma “organização criminosa estruturada” no Executivo municipal.

A Operação Copa Livre apura possíveis crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, supressão de documentos, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro em contratações diretas, com dispensa de licitações, promovidas pela prefeitura de Canoas a partir de janeiro de 2021.

“O Poder Executivo canoense passou a ser comandado por uma organização criminosa composta por dois núcleos: um político, que assumiu a prefeitura, e outro empresarial. O objetivo da organização criminosa é desviar dinheiro público”, informou o MP.

“A operação realizada representa a fase ostensiva de um trabalho intenso da instituição visando obstar fraudes nas contratações de prestação de serviços, sobretudo na área da saúde. O ressarcimento dos danos ao erário, sem prejuízo da aplicação de outras sanções, também é medida essencial que será adotada pela instituição”, afirmou o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Júlio César de Melo.

Entre os cinco contratos fraudulentos investigados neste momento, que somam R$ 66,7 milhões, estão a gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, a prestação de atendimentos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a contratação de serviços de limpeza e copeiragem, todos direcionados, segundo o MP, a empresas e entidades previamente definidas pelo grupo criminoso investigado, visando ao enriquecimento ilícito dos integrantes do grupo criminoso. (O Sul)


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