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Caminhoneiros ameaçam paralisação a partir de 1º de novembro

Desde o último sábado, caminhoneiros de todo o país decretaram estado de greve e prometem paralisação a partir do dia 1º de novembro, caso o governo federal não atenda uma lista de reivindicações da categoria. Entre as demandas estão o estabelecimento de um frete mínimo e a redução no preço dos combustíveis. De acordo com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Rio Grande (Sindicam-RG) profissionais da Zona Sul estarão unidos no ato.

É a primeira vez desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) que entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) se colocam publicamente a favor de uma greve. A decisão pelo indicativo de paralisação se deu após uma reunião no último sábado, no Rio de Janeiro, durante o ll Encontro Nacional dos Caminhoneiros.

O principal motivo é a insatisfação com a falta de atendimento do governo federal às pautas da categoria, tais como o pedido de redução no preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras, o Preço de Paridade de Importação (PPI), a constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete, o retorno da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), a inclusão do desconto do INSS pago pelos caminhoneiros na Lei do Documento de Transporte Eletrônico, a aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, o aperfeiçoamento na proposta do voto em trânsito no Senado e a criação de pontos de parada e descanso.

Conforme explica o presidente do Sindicam-RG, Dieck Sena, as demandas são as mesmas de 2018. À época, para dar um fim à paralisação, o governo de Michel Temer sancionou a Medida Provisória (MP) do Frete, a qual criou uma tabela de valores - esta que a categoria agora busca por reajustes - e concedeu subsídio público ao diesel. "Pauta é o que não falta. São assuntos pedidos lá em 2018, na última paralisação, e estamos até agora buscando por elas. Uma delas é o julgamento na constitucionalidade do piso mínimo do frete, que está na mão do STF e ainda não foi decretada. A gente quer que votem, que seja deferido ou indeferido, queremos apenas uma resposta", defende.

A única definição concreta é que se em 15 dias - prazo que começou a ser contado no último sábado - não houver uma sinalização positiva ou uma conversa com líderes do setor, os caminhoneiros começarão a greve, sem tempo estipulado de duração. "Acreditamos que a partir dessas reuniões que estamos organizando com as entidades, a próxima por exemplo acontecerá aqui no Estado, em Canoas, no dia 20 de outubro, ela [paralisação] irá ganhar força. Ou nos atendem, ou não tendo sinal do governo a categoria vai aderir à paralisação", afirma Sena.

Traição

Em entrevista realizada no domingo, Carlos Alberto Litti Dahmmer, diretor da CNTTL, afirmou que o governo federal não atendeu as demandas apresentadas pelo setor e que a categoria se sente traída. "70% da categoria acreditou nas propostas do governo e se considera traída por [Bolsonaro] não ter cumprido", declarou ao site Poder360. Ele ainda pontuou que "a paralisação não é política, e sim econômica". "Nós estamos a favor da categoria. É que às vezes se confundem que estar a favor da categoria é estar contra o governo", finalizou.

Possíveis soluções

O intermédio entre o governo federal e os profissionais está sendo realizado pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, que conta com outros 272 deputados federais e 22 senadores. Dentre as ações, no último mês a Frente publicou um documento pedindo a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Combustível. No documento, há a afirmativa que "[...] existe solução para equilibrar esses preços, o que falta é uma administração coerente". O texto ainda aponta que "se a Petrobras praticasse preço de paridade internacional, as refinarias estariam operando a plena carga e as importações dessa ordem não seriam necessárias".

Ontem, a Frente enviou ofício aos chefes dos poderes Executivo e Legislativo, dando conhecimento de seu interesse em auxiliar a encontrar um acordo entre os representantes dos caminhoneiros e o governo federal, a fim de evitar a paralisação. No documento é citada a insatisfação da categoria diante das políticas de preços do petróleo e os constantes aumentos. "Perante a atual crise econômica que assola o país, mesmo que a motivação dos caminhoneiros seja legítima, uma paralisação dessa amplitude será muito prejudicial à economia, com impacto à inflação e ao desenvolvimento social e industrial", pontua o parlamentar. (Diário Popular)


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