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Cresol Canguçu/RS

Cresol Canguçu/RS

PASTELARIA PAZ - EM BREVE NOVIDADES

NOVANET

Augusto Pinz

Proporcionando conforto térmico em um inverno rigoroso

Desbravadoras. No dicionário diz-se das pessoas que exploram algo até conquistar. Já na prática, é a definição perfeita para um grupo formado por mulheres determinadas a contribuir com populações em vulnerabilidade social, que auxiliam famílias e indivíduos, visando alcançar o bem estar coletivo. Há dois meses em atividade, o projeto "Cubra um lar nesse inverno", do grupo Mulheres Desbravadoras, já fez o revestimento, com a utilização de caixas de leite, de três residências, proporcionando conforto térmico às casas em condições precárias.

Criado em junho deste ano, o grupo surgiu a partir do desejo de ajudar o próximo, uma ideia conjunta de quatro amigas, lideradas pela servidora municipal aposentada Sandra Gularte. Com muito orgulho, ela explica que o nome "Mulheres Desbravadoras" tem um significado importante para um trabalho que ainda sonha em tornar-se uma Organização Não-Governamental (ONG). "Desbravar é lidar com a comunidade, é o que nós fazemos. Somos mulheres que lidam, que trabalham diretamente com a comunidade e para a comunidade", define. A quantidade de parceiros só aumenta. Entre eles estão a Associação do Bairro Simões Lopes, o Coletivo T Juliana Martinelli, além de moradores de Getúlio Vargas, Arco-Íris e São Gonçalo.

Sabendo da realidade enfrentada pela comunidade - e frente às previsões que prometiam muito frio para o inverno deste ano, o que acabou se concretizando -, o grupo, através de uma matéria do Diário Popular, conheceu a parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a associação italiana AK0, que garantiu melhorias em residências no Porto, em Pelotas, revestindo o forro das casas com caixas de leite e sucos. "Vimos a reportagem sobre a cobertura e começamos a notar a necessidade desta em casas perto das nossas. Na maioria das casas que a gente vai, a pessoa tem uma parede ruim e, óbvio, não tem forro", aponta.

Gratidão por noites menos frias

Três residências já foram revestidas pelo material reciclável. Dentre elas, está a casa de dona Maria, moradora do bairro Simões Lopes. A estrutura de madeira, com quatro cômodos, tomada por cupins e com frestas de mais de cinco centímetros entre as tábuas, é o lar da idosa há muitos anos. Tímida, ela conta que graças ao projeto foi possível aguentar os dias frios registrados em Pelotas. "Fico feliz. Antes chovia aqui pra dentro, agora não chove mais. Antes eu dormia mal porque entrava frio, hoje já da para dormir melhor", conta.

Sandra explica que a situação em que foi encontrada a casa de dona Maria era crítica. A parte frontal possui madeiras podres e, por conta disso, não foi possível nem grampear as "placas" feitas de caixas de leite, dentre outros impasses estruturais. "Ela tinha uma fresta enorme no banheiro. Até comentei quando chegamos da casa dela. A gente chega em casa, toma nosso banho quentinho, deita à noite na cama também quente, mas uma coisa não me sai da cabeça, principalmente nessas noites frias que aconteceram na semana passada: o que está acontecendo com essas pessoas? O que o frio pode causar a elas, que já são frágeis?", questiona a aposentada.

Com alguns ajustes ainda a serem feitos, o grupo já começa a pensar em novas residências que estejam em situações semelhantes. Segundo as desbravadoras, um mapeamento de casas em condições precárias em outros bairros está sendo realizado, inclusive moradores do Capão do Leão já entraram em contato. "É tão gratificante esse trabalho. Graças a Deus nós temos nossa saúde para podermos fazer isso e deixar outras pessoas contentes, seguras. É pouco, mas com um pouco de muitos é feito um belo trabalho, em união. Não tem sentimento que tu possa decifrar em ver o prazer dessas pessoas".

População pode ajudar

Muito mais do que auxiliar as famílias com o possível conforto térmico em seus lares, o projeto "Cubra um lar nesse inverno" coopera com o meio ambiente, através da reciclagem das caixas recolhidas. Um recipiente de papelão de leite ou suco serve a várias pessoas. A tampa é destinada para a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), as partes superiores e inferiores são repassadas aos recicladores e o meio serve para a construção de placas, posteriormente utilizadas nos revestimentos. Para doá-las, Sandra ressalta que basta enxaguar as caixas, não sendo necessário desmontá-las.

Como ajudar?

Pessoas que não possuírem condições de transportar as caixas podem entrar em contato pela página do Facebook "Mulheres Desbravadoras - Pelotas/RS". Doações presenciais são mais do que bem vindas no seguinte endereço: rua Padre School, 165, no Simões Lopes. O grupo também necessita de grampos de papel ou de madeira para a realização do serviço nas residências. Os interessados em ajudar podem entrar em contato pelo (53) 99114-4625 para marcar dia e horário para a entrega do material.

Fonte: Diário Popular/ Aline Klug.

Pastelaria PAZ separa material utilizado para doação

E EM CANGUÇU? POSSO AJUDAR?

Sim! Entre em contato com o CANGUÇU EM FOCO através do (53) 984625797 para combinar a entrega. LEMBRANDO que as caixas devem estar higienizadas (limpinhas, lavadinhas,) ou não serão coletadas.

Empresas parceiras do site já colaboram em ações como esta. É o caso da Pastelaria Paz que já separa as caixas utilizadas no estabelecimento e faz a entrega para o site.

Vamos colaborar também?


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