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Cresol Canguçu/RS

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PASTELARIA PAZ - EM BREVE NOVIDADES

NOVANET

Augusto Pinz

Governo admite ineficácia da cloroquina e outros medicamentos do "kit Covid"

O Ministério da Saúde admitiu que a cloroquina e sua derivada, a hidroxicloroquina, não funcionam contra o coronavírus. Em um parecer enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado a pasta afirmou ainda que os outros medicamentos do chamado "kit Covid" também não têm eficácia contra a doença. 

"Hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e ivermectina, entre outros medicamentos, não devem ser usados contra a Covid, porque não apresentaram benefícios clínicos", diz trecho do documento do Ministério da Saúde enviado à CPI.

O texto foi divulgado pelo jornal Metrópoles, nesta quarta-feira (14). De acordo com o jornal, os documentos foram enviados à comissão a pedido de Humberto Costa (PT-PE), um dos senadores titulares da CPI.

Em outro trecho do relatório, o Ministério da Saúde afirma que os medicamentos também não devem ser utilizados em pacientes hospitalizados.


Quais são os remédios do kit covid que não funcionam?

Entre os principais remédios indicados para uso estão a cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina. Nenhum desses medicamentos, no entanto, teve eficácia comprovada contra a Covid.

Além disso, quando usados incorretamente, podem trazer danos à saúde e até levar a morte por hepatite medicamentosa.

Cloroquina e hidroxicloroquina: são medicamentos utilizados no tratamento da malária, lúpus e artrite reumática e também foi cogitada para tratamento da Covid. Porém, estudos mostraram que não houve diferença entre pacientes que tomaram e aqueles que não tomaram esses fármacos e, portanto, descartaram o uso da droga;

Ivermectina: é um antiparasitário usado para combater vermes, piolhos e parasitas em geral. É um dos medicamentos mais utilizados com a intenção de prevenir a infecção pela covid, porém não há estudos que comprovem essa capacidade do medicamento;

Azitromicina: é frequentemente usada no tratamento de infecções respiratórias ou sexualmente transmissíveis e trata-se de um medicamento que faz parte do grupo dos antibióticos com efeito antibacteriano. Da mesma maneira que as outras drogas, seu uso foi descartado no combate à Covid.

Juíza proíbe Bolsonaro de fazer propaganda

Em abril deste ano, a Justiça Federal em São Paulo proibiu que a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) do governo Bolsonaro faça campanhas publicitárias em prol do chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19.

A decisão liminar foi expedida na noite desta quinta-feira (29) pela juíza Ana Lucia Petri Betto também obrigada que haja uma retratação pública dos quatro influenciadores contratados pelo governo Bolsonaro para defender o que foi chamado de "atendimento precoce" em redes sociais.

"Que a SECOM se abstenha de patrocinar ações publicitárias, por qualquer meio que seja, que contenham referências, diretas ou indiretas, a medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, especialmente com expressões como 'tratamento precoce' ou 'kit-covid' ou congêneres", diz a magistrada em trecho da decisão.


Bolsonaro defende "tratamento precoce" com "kit Covid"

Embora o Ministério da Saúde tenha dito à CPI que das drogas não tem eficácia contra a Covid-19, conforme demonstram diversos estudos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem defendendo fortemente, durante toda a pandemia, o "tratamento precoce" da doença.

Em 4 de fevereiro, durante uma live, Bolsonaro comentou o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Segundo Bolsonaro, caso ficasse comprovado que o medicamento não funciona, ele pediria desculpas. “Pelo menos eu não matei ninguém”, completou.

No entanto, o uso de cloroquina, azitromicina e ivermectina, ineficazes contra a covid, tem gerado problemas em pacientes. Entre eles, pacientes esperam na fila de transplante de fígado pelo uso dos remédios que compõe o “kit covid”. Médicos relatam que três pessoas morreram com hepatite causada pelos medicamentos.

Os profissionais de saúde também têm observado pacientes com hemorragias, insuficiência renal e arritmias decorrentes do uso dos medicamentos do “kit covid”. 

Médicos relatam que, com o agravamento da pandemia de coronavírus no Brasil, a quantidade de pacientes que usam os remédios sem eficácia também aumentou. 

Fonte: Yahoo


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