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Cresol Canguçu/RS

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PASTELARIA PAZ - EM BREVE NOVIDADES

NOVANET

Augusto Pinz

O calcanhar de aquiles

        Segundo a mitologia grega, quando nasceu seu filho Aquiles, Tétis, esposa de Peleu, rei de Ftia, na Tessália, pretendeu que seria imortal.

        Para tanto passou-lhe Ambrósia no corpo e o mergulhou no rio Estige, cujas águas deveriam torná-lo invulnerável.

        Mas houve um descuido.

        Ao fazê-lo, segurou-o por um calcanhar, a única parte do seu corpo que não recebeu o banho mágico.  Foi sua perdição.

        Na Guerra de Tróia, Aquiles foi morto por Paris, que lhe desfechou uma flecha envenenada, atingindo-o no pé desprotegido.

        Daí a expressão “calcanhar de Aquiles” – o ponto fraco, a parte vulnerável, num mecanismo, numa estrutura, numa pessoa...

        - O calcanhar de Aquiles do Titanic, que provocou seu naufrágio, foi o casco frágil, fruto da ganância dos produtores, que forneceram chapas de aço inferior para a construção.

        - O calcanhar de Aquiles do Zepelim, dirigível de imensa estrutura que se elevava aos ares, era o hidrogênio altamente inflamável que lhe servia de sustentação,  causando trágicos e monumentais incêndios.

        - O calcanhar de Aquiles da educação no Brasil é a crônica falta de recursos.

        - O calcanhar de Aquiles de Garrincha (1933-1983), o endiabrado bicampeão mundial de futebol, era o alcoolismo, que precipitou sua morte prematura.

        - O calcanhar de Aquiles de Judas Iscariotes foi a ambição, que comprometeu irremediavelmente sua tarefa como discípulo de Jesus.

        A reencarnação é como um mergulho nos turbilhões da matéria.

        Revestimo-nos de uma “armadura carnal” que nos oferece relativa proteção diante das investidas de inimigos e malfeitores do além.

        Não fosse assim e estaríamos inteiramente à sua mercê, como desprevenidos viajores em terra de assaltantes.

        Não obstante, temos o nosso “calcanhar de Aquiles”.

        Para situá-lo lembremos um balão.  Inflado indefinidamente terá um limite de expansão.  Tenderá a romper-se onde for mais fina e frágil a borracha de que é feito.

        Algo assim ocorre quando sofremos influências espirituais inferiores, gerando tensões e angústias que repercutem em nossos pontos vulneráveis, com consequências imediatas:

- O portador de um fígado frágil: crise hepática. – O hipertenso: elevação da pressão arterial.  – O cardíaco: angina. – O epiléptico: convulsão. – O artrítico: dor aguda.

        Considere-se, entretanto, que a verdadeira vulnerabilidade, nosso “calcanhar de Aquiles”, situa-se na sintonia mental desajustada, a partir dos pensamentos e sentimentos que cultivamos em determinadas circunstâncias.  É ela que abre as portas de nossa alma, facultando a pressão das sombras.  Os desajustes que surgem a partir daí, físicos e psíquicos, situam-se por mero efeito.

        Ante os adversários da Terra, Aquiles esqueceu-se de proteger o calcanhar.

        Ante os adversários do Além é preciso proteger a “cabeça”.  

        Não é difícil.  Basta disciplinar a mente, observando feliz recomendação do apóstolo Paulo:

        Quanto ao mais, irmãos,

        Tudo o que é verdadeiro, Tudo o que é honesto, Tudo o que é justo, Tudo o que é puro, Tudo o que é amável, Tudo o que granjeia bom nome, Tudo o que é virtuoso, Tudo o que é digno de louvor, Seja o objeto de vossos pensamentos.

Fonte: Livro, Luzes no Caminho - Autoria de Richard Simonetti.

O Amor é sempre o conselheiro sábio em qualquer circunstância”  Espírito Joanna de Ângelis





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