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Cresol Canguçu/RS

Cresol Canguçu/RS

PASTELARIA PAZ

NOVANET

Augusto Pinz

Cultive sempre a flor da honestidade

           Um príncipe queria se casar.  Como se tratava de escolher a futura princesa, era necessário que ele elegesse uma jovem na qual pudesse confiar cegamente.

          Aconselhado por um sábio, ele resolveu convocar todas as jovens da região para encontrar a que fosse mais digna.

          Vieram ao palácio as mais belas e ricas moças.  Dentre elas havia uma muito simples e humilde: era a filha de uma das servas do palácio e fazia muito tempo que nutria pelo príncipe um amor secreto.

          Cercado por sua corte, o príncipe anunciou o desafio: “Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que em seis meses me trouxer a flor mais linda será a futura princesa”.

          A moça humilde pegou sua semente, plantou-a num vaso e, como não tinha muita habilidade na arte da jardinagem, cuidava da terra com toda a paciência e ternura, pois pensava que, se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.

          Passaram-se os seis meses e nada brotou, mesmo tendo a jovem tentado de tudo.  E, embora soubesse que nada tinha para mostrar, estava consciente de seu esforço e dedicação e iria comparecer à presença do príncipe, nem que fosse para vê-lo pela última vez.

          Chegou o dia da nova audiência.  A moça compareceu com seu vaso sem planta e viu que todas as outras pretendentes tinham conseguido ótimos resultados: Cada uma trazia uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

          Finalmente veio o momento esperado: O príncipe entrou e observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.

          Após passar por todas e analisar cada vaso, ele anunciou o resultado, indicando a filha de sua serva como sua futura esposa.

          Houve um grande tumulto e todos que ali estavam presentes começaram a reclamar, dizendo que ele havia se equivocado e tinha escolhido justamente aquela que não havia conseguido cultivar nenhuma planta.

          Foi então que, calmamente, o príncipe esclareceu a razão de seu desafio: Ela foi à única a cultivar a flor que a fez digna de se tornar uma princesa: “A flor da honestidade”.

          E completou dizendo: Todas as sementes que entreguei eram estéreis e delas nada poderia nascer de jeito nenhum.

Às vezes, para não decepcionarmos os outros, procuramos demonstrar aquilo que não somos; com isso, acabamos desagradando aos outros e a nós mesmos. Mas, seja qual for a situação, vale a pena cultivarmos a flor da honestidade.

Fonte: Livro, Para Que Minha Vida Se Transforme – autoria de Maria Sallette e Wilma Ruggeri.

 É bom ser honesto aos olhos dos homens, mas não se esqueça de cooperar nos momentos em que ninguém o vê”.  Lauro Michielin


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