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Cresol Canguçu/RS

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PASTELARIA PAZ - EM BREVE NOVIDADES

NOVANET

Augusto Pinz

Só a amizade verdadeira permanece

         Podemos encontrar em toda a diversificada literatura espírita, várias referências ao sentimento da amizade nos seus vários aspectos.

        No romance “O Monge e o Guerreiro”, o autor, o espírito Fernando traz mais uma vez uma reflexão sobre o tema, no capítulo intitulado Os amigos se vão... A amizade permanece, do qual extraímos o seguinte trecho:

        “... a amizade é a virtude construtora do progresso coletivo. Não quis Deus que vivêssemos isolados uns dos outros justamente porque entre amigos aceleramos nosso progresso e aprimoramos nosso processo de auto-conhecimento. A constante interação entre as almas só pode induzir, ao longo do tempo, à elevação de condutas e sentimentos.”

        Mais adiante, o autor faz uma importante distinção, ao afirmar: “A amizade nos faz compartilhar conhecimentos, emoções, vivências e nos liberta de compactuar com o ódio, irreflexão e covardia. Referimo-nos, evidentemente, à amizade autêntica, a que é fundada nas bases do amor e do entendimento fraterno e não aquela baseada em interesses escusos, que gera cumplicidade com o crime e com a mais rude vilania. Essa se extingue com o progresso e o amadurecimento das almas. A primeira não... solidifica-se para sempre.”

        O espírito Fernando narra no livro o reencontro de dois amigos que, mesmo separados na infância quando poderiam ter crescido juntos na mesma família conseguem, ainda assim, manter o forte vínculo de amizade que os uniu no passado. Mesmo vivendo em lugares distantes, um ignorando a existência do outro, buscavam-se e encontravam-se através de sonhos e desdobramentos, um encorajando ao outro nos momentos difíceis, mesmo sem saber do laço de consanguinidade que os unia.

        Tal fato vem ao encontro ao que Allan Kardec expõe no capítulo XIV, item 8 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:  “São os laços da simpatia e da comunhão de idéias os quais prendem os espíritos antes, durante e depois de suas encarnações”.  No mesmo livro, no capítulo IV podemos ler ainda: “Os espíritos podem percorrer ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga. Está bem visto que aqui se trata da afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem, apenas pelos sentidos, nenhum motivo tem para se procurarem no mundo dos espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.”

        É compreensível a preocupação que tem a Espiritualidade em nos alertar quanto à verdadeira finalidade da amizade entre os seres humanos: ensejar ao progresso mútuo, libertar de sentimentos mesquinhos, compartilhar sentimentos e ações nobres e não apenas atender o mero jogo de interesses que favoreçam a conveniências de um ou outro.  Conforme reiteram os benfeitores espirituais, esses laços tendem a se extinguir tão logo cesse a causa que os originou ao passo que a amizade fundada “na feição real, de alma a alma”, nada pode destruir.

        Portanto, de fato se pode afirmar que os amigos se vão mas a amizade permanece.  Muitas vezes os amigos se vão, seja para outras regiões, para outras cidades, países ou mesmo retornam para a Pátria Espiritual antes de nós. E assim porque tudo no mundo terreno é transitório. Contudo, esses amigos que se vão levam consigo o laço precioso da amizade verdadeira e, mesmo que tenham outra identidade em encarnação futura, poderão dar continuidade ao relacionamento preexistente.

        Saibamos assim, preencher nossas vidas com estas afeições autênticas e tenhamos a certeza de que elas permanecerão sempre, como preciosa aquisição para o progresso espiritual de todos nós!!

 

Fonte: Por Lizarbe Gomes – médium que Psicografou o Livro “O Monge e o Guerreiro”, ditado pelo Espírito Fernando.

“Deveis todos fazer amigos, pois a amizade verdadeira servos-á luz em todos os caminhos para a eternidade”Apóstolo Pedro.


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