RSS
email

Cresol Canguçu/RS

Cresol Canguçu/RS

NOVANET

Pega Firme na Prevenção Canguçu!

Augusto Pinz

Câmara de Canguçu rejeita criação do Conselho Municipal do Povo Terreiro

Na noite desta quinta-feira (18), durante a sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Canguçu foi votado o projeto que previa a criação do Conselho Municipal do Povo Terreiro no município. O projeto de autoria do vereador suplente Augusto Pinz (PSB) tramitava pela casa desde o mês passado e foi rejeitado por seis votos contrários e cinco favoráveis.

 (Foto e Informações : Liziane Stoelben Rodrigues/JTR)

No placar, foram contra o projeto os vereadores Ildo Venzke (MDB), Marcelo Maron (PTB), Mauro Silveira (MDB), Silvio Neutzling (MDB), Oraci Teixeira (PSB) e Xico Vilela (Progressista). Já a favor foram os vereadores César Madrid (Progressista), Iasmin Roloff (PT), Jardel Oliveira (PSDB) e Ubiratan Rodrigues (Progressista). Os vereadores Arion Braga (Progressita), Eduardo Martins (Progressista) e Emerson Machado se abstiveram do voto.

O vereador proponente Augusto Pinz (PSB) comentou o resultado “lamento profundamente que os vereadores contrários não tenham entendido a função do conselho. A impressão que tive que nem leram o projeto. O movimento irá continuar, porque se criou uma onde contra intolerância e racismo religioso, agora, na cidade  e isso não pode parar. A discussão foi levantada, foi o lado positivo. Agradeço quem votou favorável e mostra que já venceu o preconceito existente na nossa comunidade".

Uma das principais pautas levantadas pela Comissão Impulsionadora da causa foi a intolerância religiosa e o racismo estrutural. O conselho previa a criação de espaços de diálogos relacionados ao resgate da cultura africana a partir de pautas diferentes que iriam abranger entre outros temas, a segurança pública, defesa de direitos e aplicação do direito constitucional ao culto livre.

Antes do começo da votação, a OAB/RS divulgou uma nota de apoio ao projeto, onde informou que o mesmo atende as diretrizes da constituição e que sua criação visa garantir a efetivação de políticas públicas e representatividade perante o poder público “a Comissão Especial de Igualdade Racial da OAB/RS repudia toda e qualquer ação de intolerância religiosa e pugna pela promoção do respeito à diversidade religiosa, à liberdade de religião e crença e à defesa da laicidade estatal”.

 A nota, ainda, salientou a relevância do projeto “para a construção de uma sociedade saudável, mais justa e igualitária é de suma importância prezar pela pluralidade religiosa, a aprovação do projeto supracitado, além de garantir a o direito fundamental à manifestação religiosa, alcançará os direitos sociais dos Povos de Terreiro de Canguçu”.


Bookmark and Share

3 comentários:

Patrícia Weiduschadt disse...

Lamentável ter que ouvir essa posição na Câmara, já foi citada como matéria publicada no Diário Popular sobre o assunto "Se não é preconceito, então o que é?" revela esse absurdo na condução e nas pressões de alguns grupos não querendo essa criação.
Eu fico me perguntando o que a criação de um conselho que não teria despesa aos cofres públicos teria essa rejeição? Ainda mais em nosso contexto municipal e nacional em que muitas denominações religiosas já receberam auxílio e verbas e tudo foi legitimado. (basta ver a isenção de impostos das igrejas).
Talvez seria falta de reconhecimento histórico e social do longo período que a religião matriz africana está em solo brasileiro, junto com a instauração da escravidão no Brasil, em que esses grupos eram proibidos de exercer a religiosidade.

Até quando vai a intolerância e o discernimento dos representantes do povo em compreender que vivemos numa sociedade de pluralidade religiosa.
o impedimento de um conselho, em que visa discutir questões sociais e econômicas desse grupo desfavorecido, mostra o quanto ainda estamos longe de um estado democrático e tolerante

Patrícia Weiduschadt

Patrícia Weiduschadt disse...

Lamentável a decisão da Câmera em rejeitar a criação de um conselho que visaria discutir questões importantes desse grupo. Até saiu reportagem no Diário Popular intitulada “ Se não é preconceito, não sei o que é?”, denunciando diferentes pressões para a rejeição.
Eu fico me perguntando, quais as motivações dessa rejeição, se o conselho não geraria nenhuma despesa aos cofres públicos, enquanto vemos na realidade nacional e municipal apoio a diferentes religiões ( um dos exemplos, que não é o único, a isenção dos impostos das diferentes igrejas).
Somente posso me entristecer com a posição de intolerância e preconceito com essa decisão da Câmara, pois ainda penaliza mais essa população e grupo de matriz africana que já sofreu com a escravidão o impedimento da sua religiosidade, que está relacionado com sua ancestralidade.
Em qualquer lugar civilizado e democrático essa decisão seria uma vergonha!

Patrícia Weiduschadt disse...

Lamentável a decisão da Câmera em rejeitar a criação de um conselho que visaria discutir questões importantes desse grupo. Até saiu reportagem no Diário Popular intitulada “ Se não é preconceito, não sei o que é?”, denunciando diferentes pressões para a rejeição.
Eu fico me perguntando, quais as motivações dessa rejeição, se o conselho não geraria nenhuma despesa aos cofres públicos, enquanto vemos na realidade nacional e municipal apoio a diferentes religiões ( um dos exemplos, que não é o único, a isenção dos impostos das diferentes igrejas).
Somente posso me entristecer com a posição de intolerância e preconceito com essa decisão da Câmara, pois ainda penaliza mais essa população e grupo de matriz africana que já sofreu com a escravidão o impedimento da sua religiosidade, que está relacionado com sua ancestralidade.
Em qualquer lugar civilizado e democrático essa decisão seria uma vergonha!