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Cresol Canguçu/RS

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Augusto Pinz

1ª DP Pelotas prende em São Paulo dois homens que comandavam organização criminosa

A Polícia Civil Gaúcha, a partir de investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia Distrital de Pelotas, prendeu na cidade de São Paulo, nesta terça-feira, dois homens que lideravam uma organização criminosa que aplicava o golpe do cartão em todo Brasil. Um outro indivíduo, também investigado, é considerado foragido. Além das prisões foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. Nos últimos dois meses outros seis estelionatários ligados a esse tipo de crime já tinham sido presos no município do Sul Gaúcho. A Operação foi batizada de Nômades, pois os investigados viajavam o país enganando especialmente pessoas de terceira idade.



"Durante os dois últimos meses nossa equipe identificou estelionatários que estavam aplicando o golpe do cartão na cidade de Pelotas, realizando assim prisões em flagrante que deram início à investigação que hoje desarticula os principais líderes desta cadeia criminosa que tem causado inúmeros prejuízos às pessoas, em especial aposentados", afirmou o Delegado Titular da 1ª DP Pelotas, Gustavo Pereira. O golpe, segundo a autoridade policial, é extremamente articulado, contando com uma Central que simula o atendimento por telefone de instituições financeiras, fazendo com que as vítimas entreguem os cartões e as senhas para outros suspeitos que vão até as residências.


A ação fez parte da Operação Alcateia da Delegacia do Idoso de Santa Maria, deflagrada em conjunto no dia de hoje na cidade de São Paulo. Foram cumpridos ao todo 66 mandados de busca e  23 mandados de prisão. Até o momento foram presas 14 pessoas. "Fizemos uma grande ofensiva ao crime organizado que causa um prejuízo sem precedentes a pessoas de bem. Notamos um crescimento gigantesco do crime de estelionato neste período de pandemia. Com as prisões dos líderes e desmantalamento da organização esperamos uma diminuição considerável nos crimes. Os presos de hoje responderão por estelionato e organização criminosa."destacou Gustavo Pereira.


Com base nas apreensões realizadas nesta semana, como celulares e smartphones dos suspeitos, a investigação da 1ª DP de Pelotas continuará com o objetivo de chegar a outras pessoas vinculadas à organização, como os "retiras", que são os que vão até a casa das vítimas para pegar os cartões e senhas, "laranjas", que emprestam os nomes para contratação de máquinas de pagamento que são usadas para compras falsas que caem diretamente na conta dos estelionatários, além de outros criminosos que de alguma forma atuam para a manutenção dos golpes.

O Delegado Gustavo Pereira afirma que alguns dos golpistas chegavam a faturar R$ 25 mil por dia. "Durante o trabalho de investigação nos dias em que estivemos em São Paulo tivemos a convicção de que o formato do golpe do cartão é extremamente organizado, sendo que devemos manter nosso trabalho sempre alerta para agir com rapidez e precisão como fizemos nestes últimos casos", finalizou a autoridade policial.


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