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Cresol Sul Canguçu/RS

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Nutricionista Jaine Lopes

Conheça o PIX, a plataforma que promete mudar as relações financeiras dos brasileiros

Hoje em dia, os pagamentos e transferências bancárias são realizados em horário comercial, via TED e DOC. Para transferências entre diferentes bancos, é necessária uma comunicação entre eles, chamado de compensação. Esse tempo de espera é que faz com que o dinheiro não entre imediatamente na conta do destinatário.

De acordo com relatório reservado do Morgan Stanley, é estimado que em 2019, os bancos brasileiros ganharam cerca de R$ 2,2 bilhões em processamento de TED/DOC, R$ 5 bilhões em emissão de boletos e em torno de R$ 35 bilhões em taxas de manutenção de conta corrente.

Em fevereiro de 2020, o Banco Central oficializou o lançamento da plataforma PIX de pagamentos instantâneos, que promete dar uma balançada nos meios de pagamento tradicionais.

O que é o PIX?
Previsto para entrar em vigor em novembro de 2020, prazo para que os bancos e fintechs se adequem ao novo serviço, o PIX tem como proposta central incentivar a competitividade do mercado, ser mais transparente nos processos, praticar a inclusão de pessoas, facilitar as transações e focar na experiência do consumidor, além claro, de reduzir os custos para os usuários. O Banco Inter já começou o pré-cadastro e Nubank, Itaú e outros bancos irão na mesma direção.

Todo o funcionamento da plataforma foi pensado em descentralizar processos, facilitar e agilizar o dia a dia do brasileiro, de forma geral. Baseado nisso, as vantagens principais são: disponibilidade, velocidade, conveniência, segurança, ambiente aberto, multiplicidade de casos de uso e o fluxo de dados com informações agregadas

Como vai funcionar?
A disponibilidade vem acompanhada da velocidade pelo formato 24/7/365, ou seja, os pagamentos instantâneos poderão ser realizados 24 horas por dia, sete dias por semana e todos os dias do ano, inclusive finais de semana e feriados, além de serem concluídos em até 20 segundos.

Os pagamentos serão feitos no formato todos para todos, de forma que não exista nenhuma diferença entre o pagador e o recebedor. A vantagem é que sem a necessidade de intermediários, as transações terão custos menores que o habitual taxado pelos bancos.

Na prática, através de um QR Code, link ou dados de cadastro em menos de 10 segundos você poderá comprar uma pizza ou pagar no final de semana aquele amigo que está devendo e usava a desculpa de que a TED só é possível fazer em dia útil.

Mais uma coisa: o Pix é revolucionário e pouca gente percebeu. Ele ajudará uma pessoa que não possui um cartão de crédito conseguir ter uma vida financeira, digamos, normal. Sim, também podemos decretar o começo do fim dos boletos e ainda dos estelionatários que depositavam envelopes vazios no caixa eletrônico e mandavam o comprovante como se tivessem feito o depósito.

Transações
Segundo informações do site do Banco Central, as transações poderão ser feitas entre pessoas físicas (com custo de R$ 0,01 a cada 10 transações), entre pessoas e estabelecimentos comerciais (incluindo comércio eletrônico), entre estabelecimentos (como pagamento de fornecedores, sócios e terceiros) e para entes governamentais (como pagamento de taxas de impostos).

Entretanto, para efetivar uma transação, tanto o recebedor quanto o pagador deverão ter uma conta ativa em algum banco, instituição financeira ou fintech, além do aplicativo do prestador instalado no aparelho.

Com o Pix, é o fim do DOC e TED?
Outra revolução do Pix diz respeito aos grandes bancos. Hoje, a tarifa de manutenção de conta se esconde no fato de que, através dela, é possível fazer uma determinada quantidade de DOCs e TEDs sem pagar nada por isso, algo que os bancos digitais como o Banco Original, Inter e Nubank já fazem sem cobrar nada de verdade.

Ao que indica, ele poderá substituir o TED e DOC, os boletos, e ainda, criar um novo mercado para o crédito ao consumo. É possível também que surjam novos modelos de negócio a partir disso, de forma que incentive a competitividade saudável e, consequentemente, tenha preços e condições que sejam mais atraentes para os consumidores.

Com informações do Techtudo e O Tempo

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