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Polícia Civil paralisa atividades contra Reforma da Previdência

Paralisação na 2ª DP em Pelotas/RS

Servidores da Polícia Civil de Pelotas e da Região Sul paralisaram as atividades no início da tarde desta segunda-feira (13) contra a Reforma da Previdência. A paralisação atingiu as distritais bem como a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Na 2ª Delegacia de Polícia (DP), a adesão foi de 100%. Em São Lourenço do Sul, os agentes também cruzaram os braços. Na DPPA, somente casos graves e flagrantes estavam sendo tratados. O movimento foi convocado pelo sindicato da categoria e pela União dos Policiais do Brasil (UPB). Em Porto Alegre, servidores da Polícia Civil se concentraram em frente ao Palácio da Polícia. Pelo resto do Estado, a tarde também foi marcada pelo ato que se estendeu até as 18h.

De acordo com a Ugeirm, Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da PC do Rio Grande do Sul, o Dia Nacional de Protestos faz parte de uma série de atividades contra a Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional e que, segundo a categoria, atinge diretamente os profissionais da Segurança Pública. A paralisação foi definida no último dia 9, em assembleia.
O diretor da Ugeirm, Isaac Ortiz, criticou a Reforma e disse que, além do não reconhecimento das características próprias da atividade policial, como o risco de morte, a proposta traz a possibilidade do estabelecimento de uma alíquota extra de até 8%, o que significa uma diminuição salarial para os policiais de todo o país. Outro ponto que atinge a categoria e a Segurança Pública é o não estabelecimento de uma regra de transição para a implementação das novas normas de aposentadoria. "Além disso, com o estabelecimento da idade mínima de aposentadoria, em breve, teremos uma força policial extremamente envelhecida, com sérias dificuldades de garantir a segurança da população", explicou.

Orientações da Ugeirm
A orientação foi para que não houvesse circulação de viaturas. Todas permaneceram paradas no órgão a que pertencem; não houve cumprimento de ordens judiciais, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de inquéritos ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária; as DPPAs e plantões somente atenderam os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, e Lei Maria da Penha.


Polícia Rodoviária Federal
O representante sindical da PRF disse que a instituição apoia o movimento. Segundo Martins, nesta semana integrantes do sindicato devem ir a Brasília para tratar com os parlamentares contra a Reforma. No próximo dia 21, haverá um grande ato na capital do Distrito Federal (DF) contra a Reforma da Previdência. (Diário Popular)

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