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Sem receber empresa suspende transporte escolar no 5° distrito

A menos de duas semanas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a pouco mais de um mês do Programa de Avaliação da Vida Escolar (PAVE), os estudantes da Escola Estadual Professor João Veridiano, no 5º Distrito de Canguçu, estão prestes a completar duas semanas sem aulas. Por conta de falta de pagamento, a empresa que realiza o transporte de 134 dos 128 alunos parou de prestar o serviço.
Já se vão três meses desde que o último pagamento foi realizado. Como forma de pressionar o governo estadual, uma comitiva foi a Porto Alegre na última segunda-feira para exigir medidas da Secretaria de Educação (Seduc). Quando ouviu que não há dinheiro e que é necessário atender primeiro às prioridades, o diretor da escola, o professor de física Marcos Azevedo Barcellos, perdeu a paciência. “Eu disse que é um descaso total. A educação não é prioridade. Não tem verba para transporte de estudantes, mas tem para reajuste do governador, do vice, dos deputados”, conta.

Na reunião, a secretaria informou a Barcellos que ele deveria notificar oficialmente a empresa, para que ela volte a atuar. “Mas não fui eu que contratei, não fiz a licitação. Esse trabalho é deles”, reclama.
O valor diário do contrato do governo do Estado com a empresa que realiza o transporte é de R$ 6.051,89. A cada mês, são pagos R$ 121.037,80. Ao Diário Popular, a responsável pela transportadora, afirmou que, após juntar fundos necessários para compra de diesel, deve retomar a prestação de serviço na segunda-feira. O roteiro até a escola é de 400 km por dia.


Contraponto
Ao Diário Popular, o titular da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), Carlos Humberto Marques Vieira, salientou que está previsto no contrato que a empresa vencedora da licitação receba em espaços de três meses.

Segundo o coordenador, não é possível cravar uma data para que a situação seja normalizada, mas é possível que a sexta-feira marque o fim do impasse. “É preciso ter dinheiro em caixa e a situação do Estado todos sabem qual é. O governo está fazendo o pagamento dos servidores, que é a prioridade, e na sequência fará o acerto com os fornecedores.”

Salas vazias
Enquanto o nada impera, os 124 alunos que necessitam do transporte permanecem sem aula – e muito provavelmente entrarão 2019 ainda no ano letivo de 2018. A situação mais preocupante é a dos estudantes do terceiro ano. Além da tensão com a proximidade do Enem e do Pave, a formatura, que teoricamente seria um momento de festa, virou apreensão. O evento ocorrerir no dia 22 – banda, buffet, salão, tudo agendado -, mas, como as aulas ainda não terão terminado, tudo terá de ser remarcado. “Era para estarmos nos preparando para o nosso futuro e temos que ficar em casa. É preocupante”, lamenta Maira Raddatz, de 18 anos.

A filha de Marcia Jeske, Jennifer, de 16 anos, está no segundo ano e tem uma das melhores médias de notas da João Veridiano. Mas, por conta da paralisação das aulas, se viu obrigada a trocar de escola – a mais próxima fica a 14 km da atual. (Diário Popular)

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