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GESTANTE ABORTA POR FALTA DE ATENDIMENTO EM PELOTAS

Com onze semanas de gravidez, P. N. L. (41 anos), perdeu o bebê na quarta-feira. O aborto, porém, tem conotação dramática, já que ela, desde o primeiro sangramento na sexta-feira, iniciou a peregrinação por atendimento ginecológico na rede pública.

CASO DE POLÍCIA – A dificuldade para atendimento, está registrada na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA). Conforme Boletim de Ocorrência, cujo registro ocorreu às 22h15min de quarta-feira, a vítima foi ao Pronto Socorro na noite de sexta. Ela conta que foram feitos exames de sangue e urina, mas não houve atendimento com ginecologista. A mãe retornou para casa, mas na segunda-feira houve novo sangramento.

RETORNO – Na manhã de segunda, ela foi novamente ao PS. No local, recebeu a informação de que não estava aberto o atendimento ginecológico. Ela recorreu então ao Posto de Saúde do bairro que reside, e recebeu a orientação: “Não temos ginecologista, vá e fique incomodando até que te atendam”. No PS, o pronto atendimento ginecológico estava fechado, e foi informada que ligasse quando estivesse aberto.

ABORTO – Na terça às 19h, intensificou-se o sangramento. De volta ao PS, foi atendida e recebeu medicação para a dor e sangramento, com a necessidade de observação por doze horas. Na FAU procurou o atendimento do setor de ginecologia, mas uma médica teria afirmado que o atendimento ocorre apenas após a vigésima semana. A vítima então, exigiu o contato com a coordenadora, mas não foi possível, bem como já não conseguiu mais localizar a médica que a havia recebido. Após o périplo por atendimento, houve novo sangramento e, na quarta-feira, foi constatado o aborto.

PROMOTORIA – O Ministério Público foi a orientação para gestante que, na manhã de quinta, também sentiu dores e iniciou peregrinação pela rede pública, para o atendimento ginecológico. De acordo com D. R. F. (20 anos), que registrou ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), que está com 39 semanas de gestação, ela esteve no Hospital São Francisco de Paula, FAU, Pronto Socorro e UBS em bairro da zona norte. Nas duas primeiras tentativas de atendimento, foi informada que as maternidades estão fechadas. No Pronto Socorro foi orientada para procurar o atendimento no bairro. Na unidade básica de saúde, recebeu requisição para o Hospital da FAU ou São Francisco de Paula. De volta a estes locais, ouviu não há leitos. E foi informada para que tentasse em Rio Grande. Sem perspectiva de atendimento, ela registrou ocorrência e também relatará o fato à Promotoria.


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