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Correio do Povo celebra 123 anos ao lado dos leitores

Neste dia 1º de outubro, o Correio do Povo completa 123 anos, e a data não poderia ser mais simbólica. Dentro do processo constante de transformação e inovações tecnológicas, o jornal não é apenas a tradicional edição impressa, mas tem consolidado cada vez mais o conteúdo no site e nas diversas plataformas de redes sociais. Mesmo com essa diversidade de produtos e de conteúdos específicos, aqueles mesmos conceitos de jornalismo que marcaram o lançamento, em 1895, seguem presentes: objetividade, precisão e isenção. “Embora a situação seja delicada na economia do país, temos obtido avanços importantes tanto na circulação impressa, onde conseguimos boa taxa de retenção, como estamos crescendo no digital. É o resultado de um comprometimento muito grande em fazer um jornal que está sempre à frente”, enfatiza o diretor presidente do Correio do Povo, Sidney Costa.
Iniciado no ano passado, o processo de reformulação da redação segue intenso e em permanente atualização. Muitas vezes desconhecidas do leitor, tais mudanças buscam garantir a produção do melhor conteúdo jornalístico. No final do ano passado, por exemplo, em uma operação intensa, houve a substituição dos equipamentos e troca do mobiliário da redação localizada no primeiro andar do prédio histórico, no coração do Centro de Porto Alegre. Com a nova disposição dos móveis e do layout, implementou-se uma nova integração das editorias, processo complementado com a atualização dos programas utilizados internamente pelos jornalistas.

E as mudanças não param por aí. Estão previstos ainda, até o final do próximo ano, a inclusão de novos softwares, que vão modernizar o fluxo dos conteúdos jornalísticos, como fotos e textos. “Com o sistema integrado, ganha-se tempo no processo de publicação, mas também permite oferecer conteúdos mais específicos ao leitor, entre outras vantagens”, explica o coordenador do site, Márcio Gomes.

Buscando atender ainda mais o leitor, onde e quando ele estiver, a produção nas redes sociais foi ampliada, com conteúdos específicos. Em outras palavras, mais canais de acesso a informações, para diferentes públicos. Parte desse trabalho está capitaneado pela equipe multimídia, que atua em parceria com os profissionais do impresso e do site. Entre as recentes novidades estão os programas do Correio do Povo play, no YouTube.

Na plataforma, há uma programação exclusiva, que oferece ainda mais conteúdo aos leitores. Um exemplo é o Papo Com, publicado aos finais de semana, que traz as análises de assuntos relevantes feitas pelo time de colunistas do jornal. Na grade da programação semanal, às segundas vai ao ar o Pitlane com novidades do mundo das corridas; às quartas, o Carros & Motos sobre o setor automobilístico; às quintas, o CineCP, com a apresentação das estreias nas telonas; e às sextas, o Arte e Agenda, com a agenda cultural para curtir o final de semana. Na semana pré-eleição, o programa Direto da Redação, que repercute os principais assuntos do dia, também estará de volta, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

As coberturas integradas têm sido constantes ao longo de 2018, como ocorreu no julgamento do ex-presidente Lula em Porto Alegre, em janeiro; a greve dos caminhoneiros, no final de maio; e será, novamente, nas eleições. “São produtos e conteúdos produzidos exclusivamente para a Web e as redes sociais e que buscam entregar o conteúdo ao leitor, onde quer que ele esteja e como ele quer receber, seja impresso, no site ou nas redes sociais”, explica o coordenador multimídia, Jonathas Costa.

O registro da história

A primeira edição circulou no dia 1º de outubro de 1895. Marcado por características específicas e pioneiras à época, como a isenção, ao longo das décadas o conteúdo de qualidade, conforme idealizado pelo fundador Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, conquistou milhares de leitores e construiu uma sólida marca na imprensa brasileira, desde o final do século XIX. São nas milhões de páginas publicadas que a história do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo foi e é registrada diariamente. O trabalho para preservar esse tesouro inestimável teve novo impulso em 2015, quando houve o início da digitalização do acervo. Trabalho delicado e cuidadoso, todas as edições estarão eternamente preservadas. Concluído, o material ainda estará disponível a todos os assinantes. O projeto de digitalização conta com o apoio da Celulose Riograndense e é executado pela empresa Docdigital.

Atualmente, é possível realizar consultas nas edições impressas, preservadas no arquivo do jornal, localizado no segundo andar do prédio. Ao longo desses 123 anos, foram fatos de grande repercussão internacional, como as Guerras Mundiais e a corrida espacial, mas também os acontecimentos do dia a dia das pessoas que ganharam espaço nas páginas, seguindo as mesmas linhas indicadas no primeiro editorial: “independente, nobre e forte – procurará sempre se-lo”, completando, com “o Correio do Povo aspira a honra de se fazer uma folha lida e apreciada por todos, e para isso não poupará esforços nem medirá sacrifícios”. Em uma época em que circulavam seis jornais e de grande turbulência política e de dificuldades sociais, o Correio do Povo nasceu inovador diante da idealização do fundador Caldas Júnior, junto com os dois amigos: o médico e jornalista Mário Totta e o jornalista José Paulino Azurenha.

O diferencial da proposta de apresentação de conteúdo fez com o jornal crescesse e ampliasse as raízes na sociedade gaúcha, que seguiu nas administrações dos demais diretores, após o falecimento de Caldas Júnior, como Dolores Alcaraz Caldas (comandou entre 1913 a 1935); Breno Caldas (1935 a 1986); Renato Bastos Ribeiro (1986 a 2007); e sob o comando do Grupo Record, desde 2007.




Correio do Povo

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