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Coragem para vencer o medo

Por
Luiz Fernando Oderich
Presidente da ONG Brasil Sem Grades.

Outubro se aproxima e com ele aquela sensação de insuficiência, angústia e apreensão. Enquanto boa parte do povo brasileiro paira sobre a espessa nuvem da polarização, ao fundo, distante, alguns conjecturam sobre o que esperar do futuro. Em meio a tantos problemas, a pergunta que fica é: o que priorizar?

É possível priorizar a saúde e isso se justifica de inúmeras maneiras. O mesmo vale para a educação, a base de tudo. Há aqueles que dirão ser necessário antever os movimentos econômicos e também não estarão errados. Mas eu, como uma vítima que luta há 16 anos contra a impunidade e as causas da criminalidade, escolheria sem pestanejar a segurança pública.

Defender essa bandeira é fácil, difícil é conviver com o medo. Reféns da violência, nos limitamos a espaços fechados, a horários pré-estabelecidos, até mesmo a escolhas que influenciam trabalho, estudo e entretenimento. Tudo passa pela nossa sensação de insegurança. E não é para menos. O Atlas da Violência (2018) escancara 62.517 homicídios no país em 2016. Enquanto, Chile, Argentina e Uruguai, países notoriamente mais desprovidos de recursos que o Brasil, navegam em índices abaixo da média mundial.

A adversidade não está no orçamento, está na falta de comprometimento com a vida. A vida do meu único filho, de familiares de tantas pessoas que conheço e de milhões de desconhecidos. Ninguém está a salvo. Se queremos resgatar nosso direito de ir e vir, se queremos sonhar com uma base educacional que renda frutos, se buscamos entregar menos feridos à saúde, precisamos priorizar a segurança pública. Para que os bandidos sejam de fato punidos e isolados do convívio social. Para que os aspirantes do crime tenham receio de delinquir. Para que as mulheres tenham seus corpos respeitados. Esse é um comprometimento que não pode ser negligenciado.

A luta não começa e termina com as eleições. Nossos eleitos precisam reconhecer esse problema como prioridade e atuar efetivamente para reversão desse quadro. E nós bem sabemos o quão confortável pode ser um assento político, independente da esfera. Não vamos nos acomodar com aquilo que nos limita. A vida pede voz.


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