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Sindicato reclama de atendimento dado a policial

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia divulgou matéria sobre o policial que foi baleado em Canguçu durante assalto a Caixa Econômica Federal e a precariedade dada na ação ao agente. Leia:

Policial Civil é ferido em ação do Novo Cangaço no interior do RS

No início do século passado, bandos de cangaceiros aterrorizavam as cidades do interior do Nordeste brasileiro. Quadrilhas de bandoleiros, a mais conhecida delas a de Lampião e Maria Bonita, saqueavam cidades inteiras, muitas vezes fazendo os habitantes de reféns para garantir suas fugas. Em pleno século XXI, o interior do RS vive uma situação semelhante. Bandos fortemente armados, percorrem as cidades do interior gaúcho para praticar assaltos a bancos. As suas ações são tão espetaculares quanto as dos cangaceiros do Nordeste. Explodem cofres, fazem cidadãos de reféns e executam ataques aos postos policiais e delegacias. Nas duas situações, outra semelhança marcante: a total ausência do Estado. A população e os policiais ficam entregues à própria sorte.

Cidade de Canguçu foi a vítima no final de semana

Nesse final de semana, foi a vez da cidade de Canguçu passar pelo horror de se sentir totalmente desamparada e entregue à ação dos bandidos. Na madrugada de sábado para domingo, uma quadrilha de assaltantes invadiu a cidade para assaltar a agência da Caixa Econômica Federal. Os bandidos, fortemente armados, se dividiram em dois grupos. Um deles foi arrombar a agência e explodir o cofre do banco. Enquanto isso, outro grupo executava um ataque ao quartel da Polícia Militar, com o objetivo de impossibilitar a ação dos policiais. Os criminosos estacionaram um carro roubado no portão do prédio, atearam fogo no veículo e atiraram contra o quartel. Os cinco passageiros rendidos foram feitos reféns e obrigados a formarem um cordão humano, para evitar que os policiais reagissem.

Finalizado o ataque à agência da CEF, o bando liberou os reféns e fugiu em dois carros. Já na ERS-265, dois policiais civis, que haviam sido alertados sobre a ocorrência, tentaram interceptar os carros e deram início a uma perseguição aos criminosos. Após uma troca de tiros, o policial civil Paulo Volmir Lourenço foi atingido no ombro e encaminhado ao hospital.

Na sequência da fuga, os bandidos roubaram outro veículo e, ao pararem para abastecer em um posto de combustível na BR-392, houve nova troca de tiros, dessa vez com o segurança do local. Um dos criminosos foi baleado. Ele foi levado pelos comparsas no sentido de Encruzilhada do Sul e, no limite da cidade, deixado na estrada junto com o veículo.

Déficit de pessoal põe policiais e a população em risco

A série de ataques a agências bancárias do interior do RS, expõe um problema que a UGEIRM vem denunciando a muito tempo: a absoluta falta de efetivo policial. As cidades do interior se tornaram um alvo fácil para a ação de quadrilhas de bandidos. Algumas vezes, o número de assaltantes é maior do que o efetivo policial da localidade. Tentar conter a ação criminosa se torna uma temeridade, que coloca em risco a vida de policiais e da própria população.

Bancos devem arcar com a segurança das agências

Além da ausência do Estado, os próprios bancos têm sua parcela de responsabilidade. Esse setor, que é o que mais lucra no país, sempre impôs forte resistência a adotar normas básicas de segurança. O resultado é que se tornam alvo fácil para os bandidos. É necessário que o Ministério Público obrigue os banqueiros a estabelecerem planos eficientes de segurança, com os custos bancados por eles mesmos. Não se pode admitir que a população e a polícia arquem com a segurança de um setor que lucrou mais de R$ 60 bilhões em 2017.

Atendimento a policial ferido é falho e ineficiente

Após ser atingido no ombro, o policial civil Paulo Lourenço recebeu os primeiros socorros em Canguçu e foi encaminhado ao Pronto Socorro de Pelotas. Quando chegou no PS de Pelotas, eram por volta de três horas da manhã. O Agente recebeu o primeiro atendimento dos enfermeiros e ficou aguardando, em uma maca, uma vaga no Centro Cirúrgico. Às dez horas da manhã, Paulo Lourenço ainda permanecia na maca, a espera de um encaminhamento para cirurgia. Foram mais de sete horas de espera. Este só foi realizada, quando um colega policial acionou médicos conhecidos e conseguiu fazer a remoção para o Centro Cirúrgico.

Paulo Lourenço estava a serviço do Estado. Colocando sua vida em risco para tentar impedir a concretização de um assalto a banco. O mínimo que se esperaria do governo e da Polícia Civil, é que fosse prestada a assistência médica devida. Paulo foi tratado como alguém que sofre um acidente em uma estrada. No Pronto Socorro, ninguém da administração da Polícia Civil compareceu para dar assistência a ele e sua família, que ficaram no hospital amparados apenas pelos amigos. A demora no atendimento poderia ter significado a perda dos movimentos do braço, impedindo que o Agente prosseguisse na sua carreira.

É urgente que a administração da Polícia Civil tenha um plano de atendimento para casos de policiais feridos em serviço. A responsabilidade pelo atendimento é do Estado e, particularmente, da Polícia Civil. Qualquer trabalhador que sofre um acidente de trabalho, seja da iniciativa privada ou pública, tem o direito a um atendimento médico adequado providenciado pelo seu empregador. Paulo estava a serviço do poder público, o Estado deveria garantir seu atendimento, inclusive com o seu deslocamento de helicóptero para a capital, caso o Pronto Socorro de Pelotas não tivesse vaga no Centro Cirúrgico. É inadmissível que um policial baleado fique mais de sete horas em uma maca aguardando uma cirurgia. É um acinte, que seus familiares não tenham, de imediato, o atendimento de um(a) psicológico(a) e da assistência social do Estado.


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1 comentários:

Anônimo disse...

Isso é um horror! Se fosse um dos bandidos, seria atendido com prioridade, mas como é uma pessoa que cumpre com seus deveres e obrigações, tem que ficar esperando... Absurdo.