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Vale-alimentação pode ser suspenso em Pinheiro Machado

Com os salários atrasados há dois meses, os funcionários públicos de Pinheiro Machado estão diante da possibilidade de também ficarem sem receber outra parte da renda: o vale-alimentação. Isso porque a prefeitura do município propôs parar de pagar o benefício. Há 20 dias, um projeto de lei foi apresentado à Câmara de Vereadores com este objetivo. No entanto, diante da repercussão negativa, a proposta foi retirada uma semana depois pelo prefeito José Antônio da Rosa (PDT), para ser reapresentada após alterações.
A polêmica toda foi causada por uma palavra. No texto original do PL 19/2018, a prefeitura estabelece a "extinção" do vale-alimentação. A medida é justificada pela crise financeira do município. Já são 17 meses sem que os funcionários públicos recebam os R$ 180,00 do auxílio. Durante todo o ano de 2017, em apenas dois meses o valor foi repassado aos cerca de 450 trabalhadores, gerando uma dívida de R$ 1,3 milhão do Poder Executivo.
Frente à reação de servidores, o prefeito propôs na manhã desta segunda (9) ao Sindicato dos Municipários (Simpim) substituir o termo "extinção" por "suspensão". A ideia é que seja feito um parcelamento dos valores devidos e, durante este período, o vale-alimentação deixe de existir. "Depois retomaríamos o pagamento do vale por dia efetivamente trabalhado, inclusive com valor maior", argumenta Rosa. Na sexta-feira (13), o sindicato fará assembleia para decidir sobre a oferta. Caso dê aval, o projeto reformulado será enviado à Câmara.
Motorista do município há 23 anos, Olício Silveira Lopes, 46, não concorda com um possível acordo. "O prefeito propõe cessar, mas o que a gente quer é que ele pague", reclama. Conforme o servidor, a situação se agrava ainda mais com os atrasos nos salários. Hoje serão depositados 80% dos valores referentes ao mês de maio. "As contas estão atrasadas, falta dinheiro para comprar as coisas de casa. Por sorte alguns mercados ainda deixam a gente anotar. É o que nos faz ter pelo menos o básico."

Pacote para aliviar
Afirmando não ter de onde tirar recursos para quitar as dívidas, o prefeito enviou para análise dos vereadores projetos de lei para atualizar a planta de valores do IPTU e reajustar taxas como a da coleta de lixo e outros serviços municipais. "Enquanto não tivermos uma melhoria na arrecadação fica difícil encontrar saídas para essa crise", diz Rosa. Segundo ele, a aprovação das propostas significaria uma entrada de R$ 600 mil por ano nos cofres da prefeitura. "É insuficiente para resolver todos os problemas, mas dá fôlego. Junto com isso, estamos iniciando a cobrança de ISS dos bancos e da dívida ativa de IPTU, que nos últimos cinco anos chega a R$ 1,2 milhão." (Diário Popular)

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