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Funcionários do hospital suspendem greve

Os trabalhadores do Hospital de Caridade de Canguçu decidiram suspender a greve, após 61 dias paralisados. A trégua é um efeito da quitação dos salários, depois de meses de atrasos recorrentes. As internações clínicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também voltaram a ser liberadas e até domingo (1º) no final da tarde havia 26 dos 120 leitos ocupados.
Uma nova assembleia geral, agendada para o dia 10 de julho, deve indicar os rumos do movimento. A retomada da greve é uma das hipóteses. O pagamento das quatro parcelas do 13º salário de 2016, além do de 2017, é a grande reivindicação da categoria, que periodicamente tem visto acordos descumpridos e direitos desrespeitados. “Nos mantemos em estado paredista e, se precisar, interrompemos as atividades de novo”, destaca a técnica em Enfermagem, Luciara Luna Lira, ao se manifestar em nome dos funcionários.

Negociações
Enquanto isso, uma comissão com integrantes do Hospital e da prefeitura encarrega-se de dialogar com os trabalhadores, já que a instituição permanece sem grupo encarregado pela gestão. A estimativa é de que o Executivo possa assumir o comando do Hospital de Caridade, se aprovado o projeto de lei - a ser votado, possivelmente, até o final de julho - que revisa a Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e poderia garantir a arrecadação de aproximadamente R$ 9 milhões a mais aos cofres públicos.

Em coletiva à imprensa no dia 18 de junho, o prefeito Marcus Vinícius Pegoraro (MDB) lembrou que para tomar afrente da instituição - que possui um déficit atual de cerca de R$ 460 mil, por mês - precisaria preservar a integridade financeira do município. Do contrário, serviços essenciais poderiam ficar sob risco. Nos últimos dias, com o repasse de R$ 51 mil da prefeitura e de R$ 250 mil da Câmara de Vereadores, os salários foram, finalmente, colocados em dia.
Foto: Augusto Pinz


Em Rio Grande, queixas dos enfermeiros irão chegar ao MPT
A data está marcada. Na quarta-feira, às 13h30min, representantes dos funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Rio Grande participam de audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Pelotas. Na pauta, dois pontos centrais: os atrasos salariais e a sobrecarga de trabalho, principalmente entre as equipes da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e da Emergência. Nos próximos dias já serão dois meses sem dinheiro no bolso. Sem falar em pendências no 13º salário e no descumprimento de depósitos previstos em lei, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - lembra o presidente do Sindicato dos Enfermeiros no Rio Grande do Sul, Estevão Finger. E assegura que, conforme os desdobramentos, a categoria pode deflagrar greve.


Atrasos permanecem
O repasse de incentivos estaduais e federais segue em atraso. No sábado, venceria a segunda parcela em aberto de cada um deles. É o equivalente a um total de aproximadamente R$ 3,5 milhões; o suficiente para pagar a folha e alguns fornecedores. Mais uma vez, entretanto, a promessa de que os salários de maio poderiam ser quitados não se confirmou. Desânimo aos funcionários; desgaste à direção. E pior: ruim à população, que sofre os efeitos da instabilidade.

A Santa Casa de Misericórdia de Rio Grande, entretanto, é referência em alta complexidade a 30 municípios da região. Não raro, transforma-se em esperança de cirurgia a pacientes das áreas de traumatologia, neurologia, oncologia e cardiologia. Características que reforçam a importância da instituição ao sistema público. (Diário Popular)

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