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Reunião no HCC entre direção e sindicato dos trabalhadores em saúde

A crise financeira do Hospital de Caridade de Canguçu volta à pauta. Uma reunião na segunda-feira colocará lado a lado a direção da instituição e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde. Uma nova paralisação das atividades não está descartada. Desde dezembro, os trabalhadores já possuem indicativo de greve aprovado. Agora, bastaria convocar assembleia geral e decidir a partir de quando cruzar os braços novamente.
Os 176 funcionários aguardam pelo pagamento do 13º salário de 2016 e de 2017 e a ampla maioria também espera para poder descansar; alguns já estão com três férias vencidas. A direção do hospital, por outro lado, aposta na obtenção de nova linha de crédito para poder suprir ao menos parte das dívidas. Hoje, o endividamento total da instituição atinge aproximadamente R$ 25 milhões.
“A gente tá dando um tempo pra ver se o hospital consegue girar as suas finanças pra solucionar esse problema, dando uma oportunidade pra que eles consigam manter as portas do hospital abertas”, afirma a presidente do Sindisaúde em Pelotas, Bianca D´Carla. Mas reforça: “Daqui a pouco teremos que iniciar uma greve. É impossível os trabalhadores ficarem do jeito que estão”.
Foto: Renata Cardoso/Especial


O que diz a direção
O gestor administrativo, Mário Luiz Fonseca, fala abertamente sobre as dificuldades financeiras e lamenta os atrasos no repasse de verbas do governo do Estado, que não estaria ocorrendo de forma integral. Atualmente, em torno de R$ 200 mil estão pendentes; valor suficiente para quitar mais da metade do 13º salário de 2016 - projeta.

Em fevereiro, a Caixa Econômica Federal (CEF) deve responder se liberará ou não R$ 4,7 milhões para o Hospital de Caridade. A verba permitiria que a instituição repactuasse dívidas e o total aplicado, por mês, com empréstimos poderia cair de R$ 158 mil para R$ 68 mil, com dez anos de prazo para pagar. Negociar dívidas com fornecedores, quitar o 13º salário de 2016 e de 2017 e efetuar os repasses de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e de Instituto Nacional do Seguro Social dos funcionários são medidas que também compõem a lista de prioridades.
“Precisamos acertar essas dívidas de FGTS e de INSS, pra poder tirar as negativas e se candidatar a recursos de emendas, que hoje ficamos impedidos de receber”, destaca o gestor.

Saiba mais
O Hospital de Caridade de Canguçu é referência a cidades como Santana da Boa Vista, Morro Redondo, Cerrito, Arroio do Padre e interior de São Lourenço do Sul e responde por uma média de 50 a 60 internações por mês; cerca de 90% delas pelo SUS.


Atualmente são 176 funcionários. Os trabalhadores aguardam o pagamento do 13º salário de 2016 e de 2017. 
O valor da folha de pagamento é de R$ 320 mil. Somados os acordos trabalhistas, o total alcança os R$ 350 mil gastos por mês. (Diário Popular)

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