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CRESOL SUL CANGUÇU/RS

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Morada das Figueiras

Manifestações adiam reforma da previdência

No final da tarde de quinta-feira, 15, após oficializado o informe do adiamento da votação da Reforma da Previdência para fevereiro de 2018, o Movimento dos Pequenos Agricultores encerrou os atos de protesto e mobilização em todo o país, que se desenvolviam a partir da greve de fome iniciada há 10 dias por três camponeses, na Câmara Federal, que culminou em mais de 40 grevistas espalhados em todo o país, bem como dezenas de jejuantes (que se dispunham a ficar 48 horas sem alimento) e centenas de militantes em ações continuas de intervenção e informação pública. O protagonismo foi praticado pelos movimentos sociais vinculados à Via Campesina, apoiados por sindicatos, federações e centrais ligadas à CUT, entidades setoriais, organizações comunitárias e segmentos progressistas da igreja, além de senadores, deputados, vereadores e prefeitos de diversos partidos que demonstraram publicamente sua contrariedade com a reforma da morte proposta pelo governo. O objetivo dos grevistas de fome era a retirada da Reforma da Previdência da pauta de votações, o que o governo só se propunha a aceitar se não obtivesse o alcance do número de votantes satisfatório para a aprovação. Conforme a avaliação dos dirigentes do MPA a mobilização foi decisiva no sentido de pressionar e conscientizar parlamentares que estavam sendo coagidos pelo governo a trair o interesse de suas bases e votar em um projeto que beneficiaria apenas as camadas mais abastadas da população, retirando direitos e suprimindo o acesso ao sistema previdenciário justamente aos que mais precisam dele. “Alguns precisarão passar fome por alguns dias, para impedir que muitos voltassem a passar fome por uma vida inteira”: As palavras de Frei Sérgio Görgen tornaram-se uma espécie de mantra e ganharam as ruas, apesar da resistência dos grandes meios de comunicação que insistiram em prestar desserviço ao interesse público, noticiando apenas a pauta a partir do ângulo de interesse do governo. Depois de encerrado ato, grevistas e demais militantes que participaram do apoio às atividades em Brasília, compartilharam o desjejum a convite da Confederação Nacional dos Bispos do brasil (CNBB).
Em Porto Alegre, onde as atividades estiveram centradas em frente a assembleia legislativa, o ato de encerramento contou com aula pública da ex ministra do desenvolvimento social Tereza Campelo e o desjejum aos manifestantes foi servido através de frutas originárias do sistema de cultivo agroecológico. O mesmo procedimento foi adotado no município de Canguçu, onde camponeses da base do MPA mantinham-se em greve de fome e jejum desde segunda-feira(11). (clique aqui para saber mais da manifestação em Canguçu)
Ato em Canguçu. Foto: Augusto Pinz

“A luta de quem alimenta é pela vida, é pela justiça que nasce das greves, das lutas, das lágrimas e dos sonhos de um povo que sabe o que não quer e tem disposição pra construir o que queremos. Seguimos firmes, pois quem alimenta o Brasil, exige respeito”
MPA, assim como os demais participantes dos atos de greve de fome e jejum público, prometem reforçar as mobilizações até fevereiro, especialmente voltadas ao diálogo com deputados em suas bases eleitorais, pelo país afora, conscientizando que a reforma da previdência, nos moldes propostos por Temer e Meirelles é uma reforma de morte e precisa ser derrotada de forma permanente.(ARPA-SUL)


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