RSS
email

Ponto com e Braga Celulares

Morada das Figueiras

O ESCRITÓRIO

CRESOL SUL CANGUÇU/RS

CRESOL SUL CANGUÇU/RS

HD SAT

Impressão Radical

Impressão Radical

Eliezer Rutz Antenas

Hospital tem recursos bloqueados

A gestão do Hospital de Caridade, em Canguçu, esteve em reunião na terça-feira à tarde com o prefeito da cidade, Marcus Vinícius Pegoraro (PMDB), em busca de alternativas para a crise financeira do local. Caso não consiga uma solução até outubro, o hospital será colocado à venda. A administração recebeu outra má notícia no início da semana: teve repasses estaduais bloqueados na Justiça. Por isso, depositou somente 50% da folha salarial de agosto.
A situação, que já era de apreensão, piorou na noite do dia 18. A informação é do gestor administrativo Mário Luiz Ribeiro Fonseca, que afirma que teve valores bloqueados na conta do hospital por meio de uma ação trabalhista. Dos R$ 500 mil de repasses estaduais, recebeu R$ 325 mil, suficiente para pagar cerca de 50% da folha de agosto, depositada na terça-feira.
Adão Miguel, do setor de contabilidade do hospital, completa que não há previsão de recuperação do valor. A folha de setembro também não está garantida. "Se não conseguirmos pagar os médicos, vai fechar. A gente já tá deixando a população saber", lamenta Fonseca. Referência para cidades como Santana da Boa Vista, Morro Redondo e interior de São Lourenço do Sul, Cerrito e Arroio do Padre, a instituição faz entre 50 e 60 internações mensalmente.
Fonseca saiu da reunião com a prefeitura na terça-feira sem resposta definitiva. No entanto, já foi avisado de que o município não tem condições de auxiliar, pois não dispõe de recursos. No início do ano o município depositou aporte de R$ 400 mil para amenizar a crise daquele momento. Pegoraro diz que a alternativa, agora, é organizar lideranças políticas para pedir celeridade do governo estadual na solução do problema.

Nesta quinta-feira(21) a administração municipal e o hospital terão um novo encontro - desta vez, com presença da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). Na ocasião será debatida a possibilidade de depósito de R$ 451 mil, valor da Consulta Popular 2011/2012. O recurso ainda não foi pago e tem validade até novembro deste ano. "Daria um fôlego momentâneo para outubro ou novembro", aponta Fonseca. O hospital acumula dívida de R$ 25 milhões com órgãos como a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) e o INSS. Outra parte da dívida, R$ 2 milhões, é com fornecedores do hospital. Logo, a receita de R$ 950 mil tornou-se insuficiente para vencer gastos.

Fotos: Augusto Pinz
Dívidas
A gestão busca R$ 120 mil mensais pelos próximos seis meses. O valor seria suficiente para arcar com o 13º de 2016 dos servidores. Caso não consiga o montante, o hospital fechará no dia 15 de outubro, data em que a primeira parcela da dívida de R$ 2,3 milhões com os 30 médicos do local será paga, inviabilizando o custeio de futuras atividades. A primeira medida é suspender as internações e, aos poucos, desativar o atendimento.

Fonseca prevê que os pacientes sejam encaminhados para hospitais de Pelotas ou Piratini. "Se efetivamente fechar, entra em colapso a região toda", alerta. O Hospital Caridade emprega 177 funcionários e faz o atendimento emergencial para duas mil pessoas por mês. Sobre a possibilidade de empréstimo, diz que está em tratativas com a Caixa Federal. Se o hospital for vendido, entrará no pacote a quitação das dívidas.


Bookmark and Share

0 comentários: