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Eliezer Rutz Antenas

Operação Castelo combate abigeato na região

A Polícia Civil, através de sua Força Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato, deflagrou na manhã desta terça-feira (8) a Operação Castelo. A operação é realizada com o apoio da 18ª Região Policial, de Pelotas e 9ª Região Policial Bagé a Operação Castelo. Estão sendo cumpridos 20 mandados de prisões e 18 mandados de busca e apreensão.
A Operação Castelo é fruto de um ano de investigações da Força Tarefa, e tem como alvo uma das maiores e mais bem estruturadas organizações criminosas de abigeato do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Adriano Linhares, responsável pela operação, o grupo criminoso seria liderado pelo investigado Giovanni Fickel Bandeira, acusado de furtar milhares de cabeça de gado na metade sul do Estado. A polícia estima que apenas uma dupla de carneadores do grupo furtou mais de 700 animais apenas nos últimos 12 meses. O acusado costumava referir-se a eles como ‘uma das minhas equipes’.

Estima-se que aproximadamente 1500 animais bovinos e ovinos foram furtados no último ano, sempre na forma carneada, e utilizando veículos roubados. O grupo já atuou em diversas cidades, como Bagé, Dom Pedrito, Candiota, Aceguá, Pinheiro Machado, Piratini, Jaguarão, Rio Grande, São Lourenço do Sul, Canguçu, Caçapava do Sul, Jaguarão, Lavras do Sul, Rosário do Sul e Cachoeira do Sul, entre outaras. O grupo costumava carnear em média seis animais por vez, ficando conhecido pelos produtores afetados por eles como o ‘grupo dos seis’. A carne, então, era levada para Pelotas, sede da organização criminal.
Em Pelotas, a organização liderada por Fickel possuía várias ‘equipes’, que repassavam as carnes furtadas para açougues, lancherias, bares e restaurantes da cidade. Durante as investigações, foram flagradas pelo menos quatro equipes da organização, o que resultou na recuperação de 10 veículos roubados, e que foram adaptados para transportar a carne.
Segundo o Chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, essa “é uma das principais organizações criminosas, responsáveis por inúmeros crimes rurais, principalmente abigeato”.
Dentre os 20 mandatos de prisão executados parcialmente, estão inclusos os carneadores, indivíduos que iam a campo realizar os furtos, empresários que receptavam a carne furtada, um advogado que auxiliava as ações do grupo e um servidor público, da Guarda Municipal de Pelotas, que além de realizar cobranças para o grupo, também fornecia aos criminosos informações privilegiadas, como locais de barreiras policiais. Entre os presos estão GFB, 43 anos, KRCR, 44 anos.

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