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Jejum de 12 horas não é mais obrigatório para alguns exames de sangue

Para muitos, levar uma picada de agulha na realização do exame de sangue não é tão ruim quanto ficar bastante tempo sem comer. Porém, esse sacrifício não é mais uma exigência em algumas ocasiões. Agora, os pacientes não precisam mais permanecer durante 12 horas de jejum para exames que medem os triglicerídios e colesterol, com o objetivo de identificar possíveis problemas cardíacos. Essa medida já é recomendada em países da Europa.

No Brasil, a dispensa foi um consenso médico no início deste ano. A recomendação é do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico Elaborado pelas sociedades de Cardiologia/Departamento de Aterosclerose (SBC/DA), Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Análises Clínicas (SBAC), Diabetes (SBD) e Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Às 12 horas de jejum, discutida por médicos desde o ano passado, era exigido por conta de alterações nas substâncias analisadas. Porém, estudos recentes comprovaram o contrário: a ingestão de alimentos não altera de maneira comprometedora o exame. Para o diretor da Sociedade de Cardilogia do Rio Grande do Sul (Socergs), André Galvão, um jejum de oito horas é o ideal.
Foto: Pedro Silveira/Divulgação-SIMERS

“Os médicos começaram a observar que, além das taxas não alterarem significativamente sem um jejum de 12 horas, muitos pacientes não aguentavam e quebravam esse tempo sem ingerir alimentos. Jejuar oito horas é mais do que necessário não interfere no exame e fica mais confortável para os pacientes”, explica Galvão.  O diretor da Socergs também afirma que a recomendação contribui para que as pessoas procurarem fazer com mais frequência os exames de rotina.

Além de fazer com que tantos pacientes não deixem de realizar os exames por conta do longo período sem comer, alguns grupos específicos de pessoas que enfrentavam mais dificuldades em completar às 12 horas, estão mais confortáveis com essa nova medida. Isso é o que explica o diretor da Socergs. “Aqueles que utilizam medicação constante ou fazem alimentação mais regrada como os diabéticos e ou gestantes, não permanecer tanto tempo sem comer é menos arriscado. Não era incomum esses pacientes desistirem de fazer o exame devido ao jejum”, diz Galvão.

Assim como o exame de colesterol, outros estão tendo o tempo de jejum reduzido. “Não existe mais a necessidade do jejum de 12 horas. Pelo menos de rotina não precisa mais. Outros exames que precisavam de 4 horas de jejum, como o de tireoide, estão tendo esse tempo reduzido. Isso também se deve muito ao avanço da tecnologia”, salienta Galvão.

Vale lembra que para ingerir álcool na véspera do procedimento, ocorrem alterações no resultado, assim como antibióticos. Portanto, sempre é bom o paciente avisar o médico, pois ele saberá orientar nesses casos.


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