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Eliezer Rutz Antenas

Artigo: Se é público, não é grátis

Felipe Camozzato - Vereador de Porto Alegre (Partido Novo)

Já passou da hora de os políticos mudarem o jeito de lidar com os recursos do pagador de impostos. Pense nas suas despesas particulares, por exemplo: caso você gaste demais com festas e compras desnecessárias, não sobrará para o que é mais importante. Esse é um dos motivos de eu assumir o compromisso de poupar quase 90% da verba indenizatória a que todos os vereadores têm direito. Afinal, creio que falo também por você quando digo que ninguém aguenta mais ver os burocratas torrando o dinheiro de quem mais precisa: o povo!
Para quem não sabe, os gabinetes podem gastar até R$ 15 mil por mês com o que é necessário para o trabalho diário, como compra de materiais de escritório, ligações telefônicas, assinaturas de jornais etc. O meu vai gastar no máximo R$ 2 mil desse total. Entendo que talvez o leitor pense que somente esse valor não irá, de fato, mudar a nossa cidade, porém, se é da própria política que deve vir o exemplo, faço desde já a minha parte.
Claro que hoje isso não é uma realidade, mas imaginemos que todos os vereadores resolvam também economizar R$ 13 mil mensais. Já pensou na quantia que isso representaria? Pelo menos R$ 22 milhões a mais nos cofres públicos até o fim da atual legislatura (2020). Sim, R$ 22 milhões! Praticamente a metade do que foi gasto na Secretaria de Segurança de Porto Alegre em 2016.
Esse é apenas um exemplo de como um novo jeito de fazer e pensar a política traz grandes benefícios. Se atualmente funções precípuas do Estado não são cumpridas e serviços que deveriam ser de qualidade não são entregues, isso ocorre por falta de gestão e respeito com o dinheiro de quem sustenta a máquina pública. Portanto, resolvi antes de tudo começar a trazer essa nova maneira de lidar com a coisa pública para o meu próprio gabinete. Afinal, não existe nem almoço, nem materiais de escritório, nem ligações de telefone grátis, pois quem paga a conta é você!


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