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Impressão Radical

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Eliezer Rutz Antenas

Falta reconhecimento ao agronegócio

Com tantos resultados positivos colhidos pelo agronegócio nos últimos anos – crescendo em meio à maior crise econômica da história do Brasil e enfrentando perdas fortes em algumas regiões por conta das condições climáticas – era de se esperar que este setor fosse percebido com a importância que de fato ele tem. Enquanto muitos enfrentavam a dura missão de demitir, contratamos mais.

Enquanto o nível de estoque das fábricas atingia níveis terríveis por conta da piora do mercado interno, usamos nossa competitividade global para posicionar em outros países o que a crise não permitia ser consumido aqui, gerando superávit comercial e atividade econômica para agricultura e toda a sua imensa cadeia industrial de fornecimento e serviços de distribuição.

Entretanto, o desempenho não acontece por acaso e nem tampouco depende do desejo do produtor rural, mas de condições mínimas no ambiente econômico.

A começar pelo crédito. Mesmo nós sendo os melhores pagadores do país – já que a inadimplência rural é a mais baixa – os juros estão em patamares impraticáveis comparado aos nossos concorrentes internacionais. Além de caro, a seletividade é tanta que acessa com alguma desenvoltura quem justamente não o necessita.

O crédito nunca foi tão necessário, justamente porque estamos com os custos em patamares desconectados das médias mundiais, devido ao câmbio e a inflação elevou os custos de patamar. Esta corrói não apenas o poder de compra das famílias, mas também as margens dos empresários, não restando nenhum beneficiado.Para completar estamos, de acordo com os meteorologistas, em ano de La Niña sem que tenhamos nos recuperado das perdas do El Niño. Mas o clima é este e sempre foi assim, não há o que reclamar. Necessitamos é um seguro rural que faça frente as condições inerentes à atividade. 

No entanto, não é a evolução desta, que é a única política agrícola efetivamente voltada para o produtor, o que temos observado. Pelo contrário! A involução nos últimos anos denuncia a incapacidade do governo em atender as condições mínimas, mesmo tendo um orçamento de mais de R$ 30 Bilhões onde quase nada disso chega à agricultura. Faltou gestão.

Enfim, não basta querer crescer, são necessárias condições mínimas que os governos estão nos devendo. O tempo está nublado para as nossas bandas.
Carlos Sperotto (D) conversa com Governador Sartori (E).
Foto: Maidana Idiarte/Canguçu em Foco
Artigo de:
Carlos Rivaci Sperotto, Presidente do Sistema Farsul e Presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/RS

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2 comentários:

LAURO DOMINGUES disse...

Sem Governo nós produtores e empresários estamos lascado com esse desgoverno...

Anônimo disse...

Lauro. Nós que somos pobres devemos ser contra essa política que beneficia somente os ricos. Agronegócio é retrocesso