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Endometriose: quando o problema ultrapassa o útero e afeta outros órgãos

Doença já atinge de 10 a 15% das mulheres em fase reprodutiva. Os problemas intestinais e urinários estão entre as complicações que podem surgir  

A endometriose, doença caracterizada pela expansão do endométrio fora do útero, também pode afetar os tratos intestinal e urinário, mas muitas mulheres não conhecem as consequências causadas pelo distúrbio. Embora seja uma doença que atinge mais de 6 milhões de brasileiras, 53% delas desconhece a endometriose, segundo dados da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) em parceria com a Bayer.

O endométrio tem como função fixar o embrião quando o óvulo é fecundado, porém quando não há gravidez, essa camada descama e é expelida em forma de menstruação. Esse é o caminho natural, mas se isso não ocorre, é preciso ter atenção.

Além das dores pélvica e durante a relação sexual, menstruações dolorosas e fluxo intenso, a endometriose pode levar a implicações mais severas na região do intestino, chegando a dificultar a evacuação. Quando afeta esse órgão fica caracterizada a endometriose intestinal, do mesmo modo havendo a descamação do endométrio, provocando inflamação, dor, a formação de tecidos cicatriciais e até sangramento.

O Dr. Maurício Abrão, Professor Associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), responsável pelo Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas da USP e Editor Chefe do periódico internacional "Journal of Endometriosis and Pelvic Pain Disorders", esclarece que "é importante ter acompanhamento desde a primeira menstruação, porque alguns sinais aparecem ainda na adolescência. Com o diagnóstico precoce, evita-se o risco de uma fibrose ou até mesmo a oclusão intestinal".

Na maioria dos casos, as mulheres levam cerca de cinco anos relatando desconfortos até chegar ao diagnóstico final. Recomenda-se observar como o corpo de comporta, especialmente, as mulheres que estão em período reprodutivo, porque a endometriose também pode levar a infertilidade.  Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença acomete de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva.

O especialista complementa ainda que em alguns casos, a patologia pode atingir a bexiga gerando desconforto ao passar muito tempo sem urinar e até mesmo ter sangramento ao expelir o xixi. "Quanto antes tiver o diagnóstico, mais rápido será realizado o tratamento e menor serão os impactos no dia-dia da paciente. Existem situações de mulheres que ficam impossibilitadas de trabalhar, fazer atividade física ou qualquer esforço, porque as dores são fortes e influenciam diretamente na qualidade de vida, no convívio social e até mesmo no relacionamento com o parceiro, já que a prática sexual fica comprometida".

Embora não se saiba por que motivo a endometriose se desenvolve, estudos indicam a ligação com fatores hormonais, genéticos e até imunológicos. A patologia não tem cura, mas existem opções de tratamentos disponíveis no Brasil. Uma delas é a cirurgia para a retirada dos focos de endométrio, contudo, na maioria vezes, há recorrência do tecido e obriga a paciente a realizar novas cirurgias ao longo da vida. Outra opção muito indicada é o uso de terapias eficazes no combate à dor. Entre as quais, está o Allurene® (dienogeste), primeiro tratamento clínico de longo prazo, ministrado por via oral com dose única diária, indicado especificamente para endometriose.

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