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Eliezer Rutz Antenas

Ministro da Agricultura reconhece valor da produção de tabaco

Constatar in loco como é conduzida a produção de tabaco. Esse foi o principal objetivo da visita do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, realizada nesta quarta-feira, 20 de julho, à região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Acompanhando do secretário-executivo de Políticas Agrícolas, Neri Geller, do vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, e do secretário estadual de Agricultura do RS, Ernani Polo, além de outras lideranças políticas, empresariais, sindicais e comunitárias, Maggi percorreu uma propriedade rural, produtora de tabaco, em Venâncio Aires, onde pode conversar com uma dezena de produtores rurais, e seguiu para Santa Cruz do Sul a fim de conhecer uma unidade de beneficiamento e uma fábrica de cigarros.


Ao final do dia, em coletiva de imprensa, Maggi se disse surpreso com o que viu e ouviu. "A argumentação que me trouxe à região é de ouvir dizer que os trabalhadores que atuam na produção de tabaco 'tomam banho de veneno' todos os dias, criando uma situação insalubre de trabalho. Eu imaginava que se fazia uso da pulverização e o combate de pragas incidia por 5 dias a uma semana, como a gente faz no algodão ou na soja, mas para minha surpresa isso não acontece porque se usam outras técnicas. Por meio de engenharia genética se buscam características nas plantas que são resistentes a um fungo, a uma praga, a um problema de solo. O que vocês fazem aqui deveria ser exemplo para outras culturas do Brasil. Ao invés de ajudar a excluir esse processo produtivo, eu vou auxiliar para que vocês possam fazer mais, possam ampliar os seus negócios", afirmou o ministro na abertura da coletiva.

Ao ser questionado sobre o seu posicionamento em relação ao futuro da cultura do tabaco, Blairo garantiu suporte e defesa ao setor que gerou na última safra mais de R$ 5 bilhões aos produtores. "Sou parceiro do produtor rural e meu papel é defender as cadeias produtivas do agronegócio. Nos causa indignação quando este setor que faz o que faz pelo País, social, econômica e ambientalmente, apanha diuturnamente da sociedade. Não estamos defendendo nada ilegal, produzir tabaco é absolutamente legal e se o mundo consome, qual é o mal nisso?", ponderou Maggi. O ministro enfatizou que veio com posicionamento positivo em relação ao setor e que retorna às atividades ainda mais convencido. Veja o que disse o ministro sobre as principais demandas do setor do tabaco:

RESOLUÇÃO 4.483 / PRONAF
Publicada no Diário Oficial da União no dia 05 de maio, a resolução 4.483 entrou em vigor no dia 1º de julho, alterando as normas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto atual restringe o financiamento a produtores rurais que não comprovarem, anualmente, a redução da dependência financeira da propriedade rural ao plantio de tabaco. Segundo Maggi, o assunto está sendo negociado conjuntamente com a Secretaria de Políticas Agrícolas, e a expectativa é que seja revogada no dia 28 de julho.

COP7
A 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece entre os dias 7 e 12 de novembro, na Índia, preocupa o setor pela falta de transparência no processo. "Este é um assunto que vamos começar a discutir e é um enfrentamento que faremos em todas as esferas necessárias. Eu estarei na Índia para participar desse evento, vocês têm um parceiro nesse sentido. Vamos tentar abrir espaço para a participação da cadeia produtiva, demanda do setor. Já sabemos que alguns relatórios foram produzidos por pessoas que desconhecem o setor e que mentiram grosseiramente. Já estamos fazendo as ponderações, ponto a ponto", frisou o ministro.

RECONVERSÃO
"Querem fazer a substituição do tabaco por outra cultura, mas quem em sã consciência aceita retroceder os seus rendimentos e mudar o seu padrão de vida? Qual produtor que tem uma renda de 10 vai querer ter uma renda de 2? Não vamos se enganar que a sociedade vai bancar os outros 8, o País não tem dinheiro para subsidiar. Até porque o subsídio é muito ruim, atrai ineficiência, incompetência, gente que não conhece o setor. Não vai funcionar por aí".

CONTRABANDO
"Nessa área não posso fazer muito além de vocês porque compete à Polícia Federal e aos órgãos de repressão. O que podemos e vamos fazer é alertar as autoridades competentes da área sobre esses números que são alarmantes". Atualmente, o contrabando corresponde a mais de 30% do mercado nacional de cigarros.

TRIBUTAÇÃO
"Sobre esse tema existe um grande paradoxo: a mesma sociedade que usa os recursos dos altos impostos do cigarro reclama que não quer o cigarro. Esses impostos são necessários, ainda mais nesse momento difícil que o País passa."

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, integrou a comitiva que recepcionou o ministro e avaliou como muito positiva a visita. "A visita foi excelente. Poucas vezes ouvimos um ministro tão claro e transparente em sua posição. Tínhamos uma expectativa positiva, porque sabemos da importância econômica e social do nosso setor, mas as declarações que ouvimos hoje por parte do ministro nos demonstram que ganhamos um novo aliado para defesa da cadeia produtiva do tabaco. Parece que o cunho ideológico foi superado e teremos uma pessoa que vai olhar para o que realmente traz resultado para o País: a renda, os empregos, os impostos gerados pelo setor", avalia Schünke

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