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Eliezer Rutz Antenas

Cultivo de olivais é alternativa de renda no Rio Grande do Sul

Segundo dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (SEAPI), o Brasil importa mais de R$1 bilhão ao ano em azeites e azeitonas. O Estado tem grande potencial para a produção de oliveiras, já que tem solo e clima favoráveis à cultura, segundo o Zoneamento Agroclimático da Embrapa (2009), o cultivo pode ser feito em diversas regiões do RS, em especial a Noroeste e Metade Sul.  
Na Metade Sul é onde se encontra a maior produção de oliveiras Estado, tendo como municípios produtores Canguçu, Pinheiro Machado e Caçapava do Sul, entre outros. De acordo com a Emater/RS-Ascar, para o êxito do olival, a qualidade da muda é de extrema importância. Atualmente as variedades mais cultivadas para azeite são Arbequina, Arbosana, Karoneike, Frantoio e Picual.
O Programa Estadual de Olivicultura (Pró-Oliva) prevê ações em subprogramas como o de Defesa Sanitária e Produção de Mudas de Qualidade e o de Aumento da Produção e Produtividade dos Olivais — Assistência Técnica e Pesquisa.
Segundo a Emater/RS-Ascar, no último levantamento, feito em 2014, consta 1.700 hectares de oliveiras no Rio Grande do Sul. A expectativa é chegar em 2.200 hectares até o final do ano, a partir das ações da política pública.
O assistente técnico estadual da área de fruticultura da Emater/RS-Ascar, Antônio Conte, destaca que mais de 99% do azeite consumido no Brasil é importado, e a produção de azeite para consumo nacional não alcança nem 1% dessa demanda. Por ver o mercado promissor, o Governo do Estado espera chegar aos três mil hectares plantados até 2018.
A Zona Sul tem atraído investidores de todo o país. O empresário paulista Luis Eduardo Batalha investiu mais de quatro milhões na Estância Guarda Velha, fazenda localizada no município de Pinheiro Machado, para o cultivo de oliveiras e a fabricação de azeite. Batalha comprou a propriedade há mais de 10 anos, mas foi apenas em 2010 que começou a plantar as oliveiras, segundo ele, um dos principais motivos foi o encantamento pela cultura. “Uni o útil ao agradável. A cultura é muito boa, azeite e azeitona são produtos finos e bons, e o local tem uma excelente condição climática para o desenvolvimento dela.”, afirma.
O empresário enfatiza ainda que a cultura não concorre com outras que podem vir a existir na propriedade “Filosoficamente falando da oliveira, ela é pra você ocupar o pior lugar da sua fazenda, onde tem muita pedra, normalmente onde os ovinos ficam, aliás, a ovinocultura combina com a olivicultura”, disse o produtor, que mantém ovelhas na estância.
Na Estância Guarda Velha há uma agroindústria que produz azeites e azeitonas utilizando como matéria-prima os olivais da propriedade. Para o empresário é muito importante que outros produtores rurais comecem a investir na cultura, tanto pequenos quanto médios, já que a indústria precisa crescer. “Essa agroindústria está aqui para receber a azeitona de todo mundo, eu dou garantia para o pequeno e médio produtor que queira investir, que eu vou beneficiar a azeitona deles”, garante o empresário.
Ainda segundo Batalha, “a matemática dos olivais é clara, de 300 pés por hectare, supondo que o dólar esteja com o seu menor preço, esse hectare vai render pelo menos R$ 18 mil reais”, calcula.
A Emater/RS-Ascar e a SEAPI estão à disposição dos produtores que quiserem começar a investir na cultura.

Assessoria de Imprensa - Escritório Regional de Pelotas 

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