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Eliezer Rutz Antenas

Pedro Pereira destaca os 60 anos da Rádio Liberdade

O deputado Pedro Pereira (PSDB) ocupou o período do Grande Expediente, na sessão plenária desta terça-feira (22), para registrar as seis décadas de funcionamento da Rádio Liberdade, em Canguçu, na Região Sul do Estado. A transmissão de informações através das ondas médias ou pela Internet resguardam ainda hoje a origem da emissora, cujo nome surgiu de consulta popular.

Da tribuna, o deputado destacou a presença da Rádio Liberdade na vida dos moradores de Canguçu e das cidades vizinhas, seja através das notícias, opiniões, esportes ou músicas. Mas o alcance das informações disponibilizadas hoje pela tecnologia enfrentou dificuldades quando a sociedade Canguçuense de Rádio foi criada em 9 de abril de 1956, data da constituição social da Rádio Liberdade. Depois de superados atrasos nas obras para o início das operações, o dia 22 de junho de 1956 foi o marco inicial da primeira transmissão em caráter experimental.

Voz do povo
Ao destacar a consulta pública que deu nome à rádio, Pereira afirmou que ainda hoje é a voz da população que predomina na emissora. Naqueles primeiros anos, disse ele, “ainda sem caráter comercial, foram os canguçuenses que colaboraram para garantir o funcionamento da emissora, juntamente com a família Lorea, da vizinha Pelotas”. Na “época romântica das ondas radiofônicas”, recordou, “muitos funcionários trabalhavam por amor, sem qualquer remuneração”.

A programação, afirmou, envolvia rádio-novelas e programas de auditório, com os ouvintes da Liberdade encaminhando músicas aos amigos e familiares, “dedicatórias que colaboravam financeiramente para manter a rádio no ar”. Por isso, homenageou os comunicadores e radialistas e, também, os ouvintes que “desde os primeiros anos souberam valorizar a Liberdade e, nessas seis décadas, ajudaram a consolidar um espaço democrático de informação e entretenimento”.

Ao longo de sua história a Rádio Liberdade atuou com o lema Canguçu tem que progredir, embora tenha enfrentado limitações de recursos nas décadas de 60 e 70, resultado da repressão da ditadura militar. “Tinha seus arquivos vasculhados quase todos os dias”, revelou o deputado, mostrando a superação das adversidades das três primeiras décadas através da prestação de serviços à comunidade, “consolidando-se como espaço plural de informação”.

Moderna e dinâmica
Nos anos 80, sob o comando de Sebastião Ribeiro Neto e Salazar Ribeiro de Souza, investimentos em equipamentos, tecnologia e transmissores mais potentes deram alcance regional à rádio, que foi a primeira empresa de Canguçu a ser informatizada e divulgou, com pioneirismo, a eleição municipal. O trabalho seguiu em 1988, com os irmãos Sebastião Ribeiro Neto e Hermes Ribeiro de Souza Filho, até hoje na diretoria da emissora, modernizando com rádios transmissores de VHF e transmissões externas sem fio, com o programa Desafio ao Desenvolvimento, idealizado por Cyro Iribarrem e Hermes Ribeiro e levado aos mais longínquos recantos do município, “revolucionando o rádiojornalismo da época”. Pereira credita à imparcialidade da emissora os investimentos que qualificaram a programação. Também ressaltou o dinamismo da programação musical, a cobertura de eventos regionais, como a Fenadoce, em Pelotas, a Expointer, em Esteio, a posse de deputados na Assembleia Legislativa, de governadores no Palácio Piratini e até de presidentes, em Brasília.

Encerrou contando as “histórias da rádio”, relatadas por seu irmão, Adão Pereira, que trabalhou na emissora de 1959 a 1961, e de antigos colegas, como os incansáveis Clóvis Moreira e Tenente Noguês; Joel Pintado e Colmar Sampaio, da “sertaneja”; Willy Krieger, dos bailes no interior; Serrano, do som; Hélio Schellin, técnico; Levi Pires, “profeta do futuro” que antecipou a presença da Rádio Liberdade “para Canguçu, para o RS, para o Brasil e para o mundo, e hoje a internet”. Também lembrou da beleza e voz de Libertá Estamer e da Nandinha.

Apartes
Em aparte manifestaram-se os deputados Frederico Antunes (PP), Elton Weber (PSB), Zé Nunes (PT), Adilson Troca (PSDB), Sérgio Peres (PRB), Maurício Dziedricki (PTB), Gilberto Capoani (PMDB), Pedro Ruas (PSOL) e Missionário Volnei (PSC).

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