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Eliezer Rutz Antenas

Uma mulher é estuprada a cada 12 dias em Pelotas, diz Polícia

O recente e estarrecedor caso da adolescente de 16 anos estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro trouxe à tona a violência praticada contra a mulher. Crueldade que não se restringe a grandes cidades. Pelotas também registra abusos e estupros contra crianças, adolescentes e mulheres.

De janeiro a maio deste ano, a Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) instaurou 13 inquéritos policiais para apurar casos de estupro em Pelotas. Quase três mulheres estupradas por mês. Uma mulher violentada a cada 12 dias. Segundo a titular da especializada, Maria Angélica Gentilini, metade dos processos foi remetida ao Judiciário. No ano passado, a Deam registrou 34 ocorrências. “Em sua maioria temem o julgamento moral por achar que são culpadas pelo crime. A vítima nunca é culpada”, disse a delegada.


No final de setembro de 2015, uma adolescente de 15 anos foi estuprada por três jovens. Ela teria sido levada a um galpão localizado no Cohab Tablada e obrigada a fazer sexo com os rapazes. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), porém, não informou quantas menores foram abusadas por se tratar de dados sigilosos. Pelo aplicativo de mensagens instantâneas, WhatsApp, ela teria combinado de encontrar um dos suspeitos. “Se não fosse um número expressivo de casos de violência sexual a crianças e adolescentes, não haveria necessidade de uma DP especializada nesses casos”, alertou o titular da DPCA, Osmar dos Anjos.

De acordo com o juiz substituto da 4ª Vara Criminal de Pelotas, Paulo Ivan Medeiros, o Judiciário dá prioridade aos casos de estupro. No entanto, conforme o magistrado, parte das vítimas retira queixa contra o agressor. O que dificulta o processo. Ainda de acordo com o juiz, muitos abusos não chegam ao conhecimento da polícia porque são cometidos pelos próprios parceiros ou familiares. “Por medo e vergonha elas desistem de denunciar. Vergonha do que terceiros vão pensar e medo do abusador”, comentou o titular da 1ª Vara Criminal, Paulo Ivan.

Violência
Conforme a delegada Maria Angélica Gentilini, não há local, dia e hora para uma mulher ser violentada.

Entretanto, diversos casos que têm chegado à delegacia especializada são referentes às festas universitárias com bebida alcoólica liberada, conhecidas como open bar. “Um alerta é para que não bebam em copos de pessoas desconhecidas. A gente não sabe o que se passa pela cabeça dos outros”, disse.

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