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Eliezer Rutz Antenas

EPIs são fundamentais garantindo a saúde e segurança do produtor

Nesta quinta-feira, 28 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, desde 2003, esse dia é marcado por uma campanha internacional. No Brasil, a data foi instituída em 2005, como um dia de reflexão sobre a importância da prevenção de acidentes e doenças profissionais. No setor do tabaco, a proteção da saúde dos produtores rurais é levada a sério e as ações de conscientização são permanentes. Os instrutores e orientadores das empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) recebem treinamentos constantes para atuarem na orientação sobre riscos de acidentes e doenças no trabalho.


O tabaco é atualmente a cultura comercial que menos utiliza agrotóxicos (apenas 1,1 quilo de ingrediente ativo por hectare), status conseguido com grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos mais eficazes e menos danosos ao meio ambiente. No entanto, a utilização dos agrotóxicos requer cuidados, como o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o armazenamento em locais seguros e protegidos do acesso de crianças e animais e a correta destinação das embalagens vazias, que devem ser entregues ao programa de recebimento de embalagens. 

Também são alvo de pesquisas frequentes o desenvolvimento de equipamentos de proteção específicos para uso na cultura do tabaco, que sejam cada vez mais eficazes e confortáveis para o trabalhador. Os EPIs atualmente recomendados foram desenvolvidos com base em um estudo realizado em 2009 pelo SindiTabaco, sob coordenação do engenheiro agrônomo e engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Carlos Castanheira. Depois de observação das atividades laborais, entrevistas com os produtores e realização de testes com diversos materiais, o pesquisador chegou a um kit considerado apropriado para o manuseio de agrotóxicos, que oferece segurança e mais conforto do que as opções anteriormente usadas. 

O EPI é composto por boné árabe, calça e blusa hidrorrepelentes, viseira facial, respirador, luvas de nitrila ou neoprene, botas de PVC e avental impermeável, sendo que alguns itens têm indicação para atividades específicas (como preparo de caldas), mas são dispensados na aplicação do produto na lavoura. É o caso da viseira facial e do avental impermeável. 

Disponibilizados pelas indústrias do setor para os produtores integrados, os EPIs têm como função a proteção dos trabalhadores contra eventuais acidentes de trabalho. Conforme o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, a utilização de EPI é recomendada em todas as situações que demandam medidas de proteção. "É o caso das atividades agrícolas, em que o controle de pragas, doenças e ervas daninhas exige proteção do trabalhador", explica. "E não basta apenas usar o EPI, é preciso manusear os agrotóxicos com cuidado, conforme as recomendações de uso seguro", acrescenta. 

EPIs para o manuseio e aplicação segura de agrotóxicos:
Blusa e calça - proteção do tronco, dos braços, dos quadris e das pernas contra respingos durante o preparo da calda, enchimento do tanque, aplicação do produto e reentrada na área recém-tratada.
Respiradores - proteção das vias respiratórias dos trabalhadores contra gotículas, gases e vapores, durante as operações de preparo da calda, enchimento de tanque e aplicação do produto.
Luvas - proteção das mãos contra a ação de agentes químicos durante o preparo da calda, enchimento do tanque, aplicação do produto e reentrada na área recém-tratada.
Boné árabe - proteção da cabeça e do pescoço dos trabalhadores contra respingos, durante o preparo da calda, enchimento do tanque, aplicação do produto e reentrada na área recém-tratada.
Viseira - proteger o rosto contra respingos durante o preparo da calda e enchimento de tanque.
Avental - proteção da parte frontal do corpo dos trabalhadores durante o preparo da calda e enchimento de tanque.
Botas - proteção dos pés e pernas durante o preparo da calda, enchimento de tanque, aplicação do produto e reentrada em áreas recém-tratadas. 

VESTIMENTA DE COLHEITA
Outro item de segurança do produtor é a vestimenta de colheita, que previne riscos de aparecimento da Doença da Folha Verde, mal-estar causado pela absorção da nicotina das folhas úmidas de tabaco. O equipamento padrão é composto por calça e blusa leves e impermeáveis, luvas de nitrila, chapéu e botas. O desenvolvimento da vestimenta foi realizado com base em estudo feito pelo engenheiro Luiz Carlos Castanheira. E a eficácia da vestimenta foi comprovada em pesquisa científica feita pela equipe de pesquisadores do médico Flávio Ailton Duque Zambrone, da Planitox, uma empresa de Campinas, São Paulo, que atestou proteção de 98% aos trabalhadores. 

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