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Eliezer Rutz Antenas

Permanência do jovem no campo debatida na Expodireto

A saída dos jovens do meio rural ameaça o futuro de muitas propriedades, em especial na agricultura familiar. Dados da Emater apontam que 23% dos estabelecimentos não têm sucessor no Rio Grande do Sul. Falta de infraestrutura adequada e de renda fixa são alguns dos fatores que agravam o quadro. O tema foi discutido durante a segunda edição do ciclo Debates Correio do Povo Rural, promovido na Casa do Grupo Record RS na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

O êxodo impacta de forma especial na atividade leiteira, na qual a mão de obra familiar predomina. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o conforto e a qualidade de vida são levados em conta pelos jovens. Enquanto no leite o produtor fica 24 horas por dia à disposição da propriedade, o trabalho na cidade possibilita renda fixa e um horário menos desgastante. Para Guerra, a solução passa pela mecanização, inclusão digital, profissionalização e, principalmente, renda fixa.

Boa parte do trabalho de incentivo à permanência dos jovens no campo é feito por cooperativas. A Cotrijal deu início, recentemente, ao programa Aprendiz Cooperativo no Campo. O vice-presidente da entidade, Ênio Schroeder, afirma que tem pesquisado como outros países e regiões desenvolvem a sucessão rural. “Não há nenhuma fórmula no mundo. Todos têm o mesmo problema. Nós temos que resolver isso com inteligência porque, do contrário, as propriedades vão acabar não existindo mais”, adverte.


Enquanto as cooperativas fazem a sua parte, o setor reclama da falta de ações do poder público. Segundo o presidente da Comissão de Jovens da Farsul, Luis Fernando Cavalheiro Pires, a contrapartida do Estado para o campo é precária, o que acaba influenciando a escolha do jovem em deixar a zona rural. Entre os exemplos estão a situação das rodovias e da energia elétrica - justamente em processos cada vez mais mecanizados.

O presidente do Sicredi Alto Jacuí, José Celeste De Negri, ressaltou as dificuldades de fazer com que o jovem se sinta atraído pelo campo. Um dos principais problemas neste aspecto é o acesso à telefonia e internet. “Hoje em dia todo mundo está conectado e no interior há uma dificuldade muito grande de sinal. Temos que criar estímulos para que ele venha a gostar daquela vida”, observou.

Para o professor da UPF Benami Bacaltchuk, é uma utopia imaginar que se pode segurar todos os jovens no campo. Um fator importante é o fato de que o número de filhos por família caiu nas últimas décadas, o que também impacta no meio rural. “Eles têm outro problema: quem vai continuar (a propriedade)?”, explica. (Correio do Povo)


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