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Quadrilha de Pelotas provoca rombo de quase meio milhão no INSS

Antônio Neto - DP

A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem em Pelotas a Operação Norne, que desarticulou uma quadrilha de fraudadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O grupo, chefiado por Sandro Ademir Rodrigues Porto, 37 anos, servidor do INSS na cidade, é acusado de ter desviado cerca de R$ 500 mil com a criação de beneficiários falsos. Além de Porto outras nove pessoas foram presas durante a operação, que contou com 54 policiais federais de diversas delegacias do Rio Grande do Sul e também com seis agentes do Ministério da Previdência Social. Segundo a Polícia Federal (PF) a organização criminosa desviava aproximadamente R$ 15 mil por mês.
Uma investigação da Assessoria de Pesquisas Estratégicas do Ministério da Previdência Social, em parceria com a gerência executiva do INSS de Pelotas, constatou no ano passado que um servidor da agência realizava, desde de 2006, a concessão indevida de vários benefícios previdenciários em Pelotas. A investigação descobriu a inserção de dados falsos, como nomes, carteiras de trabalhos e endereços nos sistemas da Previdência Social.
Após a descoberta das irregularidades, a Polícia Federal entrou em cena e, há cerca de um ano, começou a investigação para descobrir a quadrilha especializada no delito e chegar até a identidade do chefe do grupo. No início da manhã de ontem os agentes federais foram até a sede do INSS em Pelotas, na rua Barão de Butuí, e prenderam o servidor Sandro Ademir Rodrigues Porto. Natural de Santa Vitória do Palmar, ele havia ingressado no Instituto em 2003. Mais nove integrantes da quadrilha foram detidos.


Como funcionava o esquema

Segundo a PF, Porto criava um benefício e depositava o dinheiro nas agências bancárias. Com o auxílio de terceiros, que eram incluídos nos sistemas como representantes legais, ele retirava o pagamento mensal e após o encerrava com a notificação da morte do beneficiário. “Resumindo, ele ‘criava’ e depois ‘matava’ beneficiários no sistema, e assim desviava os recursos das pensões. A estimativa é de que ele desviava cerca de R$ 15 mil por mês”, explicou o delegado da Polícia Federal em Pelotas, Cássio Berg.
A PF informou também que o servidor criou cerca de 300 beneficiários falsos e que os saques eram efetuados em agências bancárias de Pelotas, Pedro Osório, Canguçu, Piratini e Cerrito. “Várias vezes o líder acompanhava os supostos representantes legais na hora do saque. Uma porcentagem do dinheiro fraudado era dividido entre as outras nove pessoas e a grande maioria ficava com ele”, afirmou Berg.
Para lavar o dinheiro eram usadas uma loja de autopeças e uma oficina mecânica, criadas em Capão do Leão e Pelotas. De acordo com a PF, todos os bens da quadrilha foram “congelados”. Os envolvidos tiveram decretada prisão temporária de cinco dias, mas podem ser soltos antes ou terem suas penas prorrogadas, de acordo com a colaboração nas investigações.

Escândalo pode respingar
O escândalo da fraude do INSS na cidade e na região pode ter ainda outros desdobramentos. Informações dão conta de que algumas das pessoas presas durante a Operação Norne teriam citado o nome de um político com atuação em Pelotas. A Polícia Federal informou que todas as pessoas citadas serão intimadas a prestar depoimento.

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